28 de Abril o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho.

Por que o mês de abril?

Em 1969, a explosão de uma mina nos Estados Unidos causou a morte de 78 trabalhadores. O fato ocorreu em 28 de abril e, por isso, este foi escolhido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho. No Brasil, a Lei 11.121/2005 instituiu o mesmo dia como o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

Brasil

De acordo com o Ministério da Economia, entre janeiro e dezembro de 2019, foram autorizados 193.660 auxílios acidentários no País. Este número contempla doenças relacionadas a acidentes físicos sofridos pelos trabalhadores ou mesmo as doenças ocupacionais desenvolvidas pelo exercício diário das atividades profissionais.

Em 2018, o número de acidentes de trabalho, segundo o governo federal, somou 477.415 em todos os estados brasileiros mais o Distrito Federal. Cerca de 2.022 pessoas morreram durante o expediente. O número de mortes entre 2012 e 2018 chega a 16.455, segundo levantamento do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho. Fonte: Site JT Brasil

Devemos considerar que as novas estruturas da sociedade de trabalho construídas pelo homem impactam no adoecimento e no acidente de trabalho, que vem aumentando. “Os fenômenos da reestruturação produtiva e da revolução da produtividade estão tornando o trabalho cada vez mais denso, mais tenso e mais intenso, gerando por consequência estatísticas crescentes de afastamentos por doenças ocupacionais”, segundo avaliação de magistrados do Trabalho.

Paralelamente a tensão e o medo gerado pelo desemprego, o subemprego e o confinamento para um ser eminentemente “social” e em plena fase produtiva afeta o “moral da tropa” potencializando a desesperança. O Adoecimento físico e mental é notório. A ausência de perspectiva encorajadora para uma ocupação saudável e produtiva interfere neste estado de equilíbrio e a resultante pode gerar primeiramente o sofrimento individual, sem perspectiva favorável ou lenitivo para o sofrimento, a estratégia do coletivo de defesa (negação do sofrimento/loucura) avança e conquista.

Com frequência, o acidente ou a doença de trabalho representa, para o empregado, “o desmonte traumático do seu projeto de vida”, com reflexo e desestruturação em toda a família. As indenizações repõem o prejuízo econômico e atendem as necessidades básicas e elementares de sobrevivência da vítima ou seus dependentes, mas não eliminam a frustração diante da nova realidade, de forma permanente.

Caminhos

Nesta data especial do calendário Brasileiro, algumas reflexões são oportunas. A formação de nossa gente, a grade curricular inclusiva dos conceitos, técnicas & práticas prevencionistas, da gestão e do gerenciamento de riscos ocupacionais “dentro de elevados padrões de qualidade podem desenvolver uma nova cultura prevencionista” no Brasil. A garantia de prevenção de acidentes e da promoção da saúde ocupacional como fatores indissociáveis da sustentabilidade de qualquer estabelecimento, um valor inegociável. Desde já, entender que o mecanismo mais eficiente para a redução de acidentes é o investimento sistemático em medidas de segurança e saúde dos trabalhadores e na propagação de uma cultura prevencionista no ambiente de trabalho, com respaldo dos altos dirigentes do empreendimento. A maturidade em SSO e o conhecimento já acumulado indica que a grande maioria dos acidentes do trabalho e das doenças ocupacionais são previsíveis e, portanto, evitáveis. “O trabalho seguro e saudável, além de prevenir acidentes e doenças ocupacionais, estimula a produtividade, mantém o empregado motivado, reduz os custos trabalhistas e cria um círculo virtuoso em benefícios de todas as partes envolvidas (Empreendedor/Trabalhador/Governo/Sociedade)”.

Acidente e doença do trabalho: acaso ou descaso?

Nenhum acidente de trabalho / Doença do Trabalho ocorre por acaso. Ele só ocorre onde a prevenção falha!

Um lema muito antigo, paradoxalmente sempre atualíssimo. Conhecemos o caminho, mas os anos se sucedem e deixamos de percorrer o caminho da assertividade e do bem comum. O benefício gerado pelo reconhecimento e aceitação das boas práticas prevencionistas como elemento indissociável a produção, sustentabilidade e competitividade da sociedade Brasileira pode nos elevar para uma nova dimensão.

Por fim, a pandemia deve nos deixar um indelével legado, entre tantos a de que negar o problema, subestimar o risco ou negligenciar as condutas terapêuticas baseados no conhecimento técnico-científico, é o mais curto caminho para a degeneração e o caos.

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