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Este é meu terceiro artigo sobre medidas de prevenção e a sua relação com a Gestão de Riscos. Nesse quero falar um pouco sobre a escolha do EPI (Equipamento de Proteção Individual).

Qual critério você adota para escolher um EPI para os trabalhadores da sua empresa? Como sabe qual é o mais adequado?

Primeiro vamos revisar o que é EPI.

O que é EPI?

Os EPIs são equipamentos que tem a finalidade de proteger individualmente cada usuário atuando sobre algum risco. É todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e saúde no trabalho, sendo obrigatório que ele possua um CA (Certificado de Aprovação).

A NR 06 diz que a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco da atividade, em perfeito estado de conservação e funcionamento.

Mas como chegar à conclusão que um EPI é adequado?

Será que o fato de um EPI ter CA já o faz adequado?

Como escolher o EPI adequado?

O que me leva a fornecer ou a definir um EPI é a exposição do trabalhador a um risco. Assim, o que vai dar origem a aplicação de qualquer equipamento de proteção é aquele risco presente no ambiente ou na atividade desempenhada.

Por exemplo: um trabalhador executando uma atividade sobre um andaime estará exposto ao risco de queda. Logo, imagino que ele vai precisar de um EPI para proteger desse risco.

Imediatamente pensamos em um cinto de segurança. Mas qual seria o cinto adequado?

Um cinto de dois pontos, três pontos ou cinco pontos? Preciso de ponto de ancoragem nos ombros para suspensão? Precisa ter resistência a chamas? Qual será a sua resistência em conjunto com os outros elementos do sistema de proteção contra quedas?

A resposta para essas perguntas está relacionada diretamente à atividade. Será que o cinto utilizado por um trabalhador a dois metros de altura precisar ser o mesmo de um que trabalha aos 50 metros? O cinto de um soldador será o mesmo de um eletricista?

Então, o EPI adequado pode não ser algo tão simples assim.

Então o primeiro ponto é conhecer bem o risco ou os riscos a que um trabalhador está exposto.

Esse processo é definido como Análise de Risco: processo destinado a compreender a natureza do risco.

Agora que já conheço bem os riscos, preciso pensar nas características que o equipamento precisa ter para proteger de maneira adequada o trabalhador.

Então não devo me limitar em avaliar se o EPI tem CA ou não. Eu preciso conhecer melhor as características técnicas do produto. Posso fazer isso solicitando a ficha técnica do produto.

Nesse processo é importante avaliar as condições ergonômicas do equipamento e também o uso em conjunto com outros EPI’s e ferramentas.

Dentro do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) não basta você colocar como medida de segurança no plano de ação “fornecer o EPI adequado”. Você precisa indicar tecnicamente quais as características necessárias para ele ser adequado.

Vamos imaginar um servente de pedreiro manuseando blocos. Qual seria a luva ideal para ele?

Alguns vão dizer vaqueta ou raspa. Eu diria que o principal ponto, não o único, é que esse equipamento tenha um pictograma conforme a EN 388. E nele indicar boa resistência a abrasão e a rasgo. Então talvez uma luva com indicação 4242.


Ao final deste processo é necessário conhecer as limitações do equipamento, pois de acordo com a NR 01, a implantação de medidas de prevenção deverá ser acompanhada de informação aos trabalhadores quanto aos procedimentos a serem adotados e limitações das medidas de prevenção.

Então a minha dica de gestão de hoje é: não escolha o EPI sem adotar critérios técnicos, pois de acordo com a NR 04 cabe ao profissional de segurança indicar o equipamento adequado. Caso o equipamento não esteja em conformidade, o profissional de SST poderá ser responsabilizado.

Eu gosto muito de falar que não é o EPI mais caro que é o melhor e sim aquele que protege o trabalhador do risco a que está exposto, oferece conforto e tem bom custo benefício.

 

NR 35 - Trabalho em Altura - Treinamento pode ser EAD?Wesley Silva
· Engenheiro de Produção e de Segurança do Trabalho;
· Pós-graduado em Ergonomia e Direito Trabalhista e Previdenciário;
· Diretor Técnico da Innove Consultoria e Treinamentos;
· Instrutor e palestrante em diversos cursos;
· Consultor em Segurança do Trabalho em empresas do ramo de construção civil, mineração e telecomunicações.
· Ha 13 anos atuando com gestão de segurança do trabalho.

 

 

 

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

 

 

 

 

 

 

 


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