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DESAFIO PÓS EMERGÊNCIA COVID-19

 

Ao ler esta semana entrevista do Santo Pontífice – Papa Francisco – vide link final neste parágrafo, E como se preparar para o pós-emergência? Entrevista com o Papa Francisco…”como se preparar para o pós-emergência causada pela pandemia do Covid-19, sirvo-me desta para provocar algumas reflexões:

Como nossas Empresas e negócios estão se preparando para o pós emergência?

A Entrevista com o Papa Francisco foi realizada pelo jornalista inglês Austen Ivereig.

De fato, vivemos uma guerra contra um invisível e poderoso inimigo, ele tem nome e sobrenome: COVID- 19,  que como reporta nosso brilhante Ministro da Saúde (Sr. Dr. Luiz Henrique Mandetta  (Campo Grande MS, 30/11/1964) é um médico ortopedista com especialização nos Estados Unidos. Político brasileiro que foi Secretário Municipal da Saúde de Campo Grande e deputado federal Sul Matogrossense.

Não se pode fugir, buscar evasões alienantes que neste momento são “inúteis”.  “Não sei se é uma vingança da natureza, mas certamente é a sua resposta”.

Na arte da guerra é preciso espreitar, estudar os movimentos e o comportamento do inimigo. Conhecer seus pontos fortes, pontos fracos, suas vulnerabilidades. Confundir suas defesas, enfraquecê-lo para poder de fato vencê-lo. Mas, acima de tudo é preciso planejar e fazer o enfrentamento. A ciência nos aponta os caminhos; o gestor escolhe a melhor estratégia, planifica, executa, verifica e acompanha a melhoria contínua (PDCA) – A gestão de riscos ocupacionais está alicerçada nesta prática.

Há um provérbio espanhol que diz: “Deus perdoa sempre, nós, algumas vezes, a natureza nunca”. Não demos ouvido aos comportamentos e às catástrofes parciais. Temos dificuldades de identificar e discernir entre risco (ameaça) e perigo (evento danoso). Temos enorme dificuldade de reconhecer riscos. É mais fácil permanecer na “zona de conforto” e fazer de conta que não existem! E depois ainda garbosamente afirmar coisas do tipo: Viu? Não deu nada!!!!.

“Temos uma memória seletiva. Gostaria de insistir nisso. Impressionou-me a celebração do 70º aniversário do desembarque na Normandia. Com a presença de personagens da política e da cultura internacional. E festejavam. Certamente foi o início do fim da ditadura, mas ninguém recordava dos 10 mil jovens que morreram naquela praia”.

A perda de uma única vida humana no exercício do trabalho é, por sí só lamentável, irreversível, irreparável e imensurável. Dezenas, centenas de profissionais no front e milhares de  trabalhadores estão caindo e perdendo a batalha. Onde falhamos? Porque falhamos? Quais foram os motivos de relevância e importância que nos fizeram errar tanto, onde estará nosso plano de respostas a emergências para rápido controle e mitigação? Onde está a capacidade de prevenção??????? Qual é o nosso verdadeiro papel neste novo cenário?

Esta “guerra” deve trazer a desconstrução de muitas “verdades e valores” e consequente reconstrução em outra dimensão, de significância, de importância e de prioridades em todos os segmentos produtivos. O resultado de uma guerra muda a sociedade e sua forma de comportamento. A Segurança e a Saúde no Trabalho, não está imune. Neste contexto precisa ser propositiva, deixar de atuar reativamente, como espectadora e apenas em modelos teóricos, no já dado.  Falta gestão, falta gerenciamento. O desafio está lançado e,  feito “Ìcaro”,  ressurgida das cinzas terá de ser reinventada, reconstruída de forma a atender as necessidades e anseios desta outra sociedade.

Lembro-me palavras do Santo Papa Francisco revelada pelo diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Matteo Bruni: A economia sempre se recupera; a morte, nunca!

“Hoje, na Europa, quando se começam a ouvir discursos populistas ou decisões políticas de tipo seletivo não é difícil recordar dos discursos de Hitler em 1933, mais ou menos os mesmos que alguns políticos fazem hoje.

Recorda-me um verso de Virgílio: Meminisce iuvabit. Fará bem recuperar a memória, porque a memória nos ajudará. Hoje é tempo de recuperar a memória. Não é a primeira pestilência da humanidade. As outras já se reduziram a casos sem importância. Devemos recuperar a memória das raízes, da tradição, que é “memoriosa

 

“Esta crise nos toca a todos: ricos e pobres. É um apelo à atenção contra a hipocrisia. Preocupa-me a hipocrisia de alguns políticos que dizem que querem enfrentar a crise, que falam da fome no mundo, enquanto fabricam armas. É o momento de nos convertermos desta hipocrisia em ação. Este é um tempo de coerência. Ou sejamos coerentes ou perdemos tudo”.

“O senhor pergunta-me sobre a conversão. Toda a crise é um perigo, mas também uma oportunidade. E é a oportunidade de sair do perigo. Hoje acreditamos que devemos diminuir o ritmo de consumo e de produção (Laudato si’, 191) e aprender a compreender e a contemplar a natureza. Também, a entrar novamente em contato com o nosso ambiente real. Esta é uma oportunidade de conversão”.

 

“Sim, vejo sinais iniciais de conversão a uma economia menos líquida, mais humana. Mas não devemos perder a memória depois que passar a situação presente, não devemos arquivá-la e voltar ao ponto anterior. É o momento de dar o passo. De passar do uso e abuso da natureza à contemplação. Nós homens perdemos a dimensão da contemplação, chegou a hora de recuperá-la”.

Devemos, disse ainda Francisco citando o célebre romance de Dostoievski, “descer no subsolo, e passar da sociedade hipervirtualizada, desencarnada, à carne sofredora do povo, é uma conversão obrigatória. Se não começarmos por ali, a conversão não terá futuro. Penso nos santos do dia a dia nestes momentos difíceis. São heróis! Médicos, voluntários, religiosas, sacerdotes, profissionais da saúde que fazem seu serviço para que esta sociedade funcione”.

A propósito da Igreja do pós-crise Francisco disse: “Algumas semanas atrás me telefonou um bispo italiano. Aflito, dizia-me que ia de um hospital a outro para dar a absolvição a todos os que estavam internados, ficando na entrada do hospital. Mas que alguns canonistas tinham chamado sua atenção dizendo que não podia fazer assim, a absolvição é permitida apenas com um contato direto. “Padre, o que o senhor pode me dizer?”, perguntou-me o bispo. Disse-lhe: “O senhor faça o seu dever sacerdotal”. E o bispo me respondeu: “Obrigado, entendi”. Depois soube que dava absolvições em vários lugares”.

“Em outras palavras, neste momento, diante de uma crise de tal magnitude,  os dogmas, padrões de SST que nos trouxeram até aqui não funcionaram a contento. Contra a velocidade deste pequenino e desconhecido “corona” o mundo está aflito e sem os resultados desejáveis no enfrentamento. É nos momentos de dificuldade que se espera das lideranças, muito mais, melhor e para todos.

Por fim o Papa observou que “as pessoas que ficaram pobres por causa da crise são os despojados de hoje que se somam aos despojados de sempre, homens e mulheres que carregam “despojado” como estado civil. Perderam tudo ou estão perdendo tudo. Qual é sentido para mim, hoje, perder tudo à luz do Evangelho? Entrar no mundo dos “despojados”, entender que os que antes tinham agora não têm mais. O que peço às pessoas é para que cuidem dos idosos e dos jovens. Cuidem da história. Cuidem destes despojados”.

NO BRASIL Mais de 80% das regiões no país não atingem parâmetro da OMS de números de leitos  para habitantes.

Mais da metade das regiões de saúde do Brasil possui menos de uma (01)  Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para cada 10 mil pessoas — o mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, existem 123 regiões que não possuem sequer um leito de UTI, necessário para atender pacientes em estado grave da doença causada pelo coronavírus (SARS-CoV-2).

Segundo informe da Sociedade Brasileira de Infectologia (SIB), a estimativa é de que, a cada 100 pessoas infectadas pelo coronavírus, cerca de cinco precisem de internação em tratamento intensivo.

A média brasileira, que é de 2,3 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes, se enquadra nos limites recomendados pela OMS — de 1 a 3 leitos para a mesma quantidade de pessoas. No entanto, mais de 80% das regiões de saúde no país não atingem esse parâmetro da OMS. A situação é pior no Norte e Nordeste onde a maioria das regiões de saúde está abaixo da média recomendada. Já nos três estados do Sul, a maioria das regiões segue a definição da OMS.

Sua família, seus pais, seus filhos, parentes amigos, empregados, empregadores, tudo Tranquilo?

Nada! Mas de 80% das regiões não tem estrutura para o enfrentamento das condições normais de temperatura e pressão…. Imaginem num cenário de pandemia de tamanha velocidade de propagação? Muitas pessoas com morbidade ao mesmo tempo, concomitantemente precisando por vezes de um leito de UTI aparelhada para salvar vidas…e não temos como fazer. O QUE FAZER???

Se quer testagens necessárias estamos fazendo. Não monitoramos a realidade. Trabalhamos com inúmeras incertezas e riscos desconhecidos. Medicação básica em falta. População incitada a contrariar a ciência sem qualquer fundamentação básica que o apoie. Algumas lideranças irresponsáveis e despreparadas com politização da doença.   Deficiente estrutura técnica, tecnologia e de Recursos humanos para o enfrentamento. Pasmem, agora até o EPI que está fazendo enorme falta ganhou relevância e importância. Não temos um plano de respostas a emergência desejável

Empresas de porte mundial, com estrutura e pensamento forjados na cultura de Primeiro Mundo, respeitando pessoas, leis e regras onde estão inseridas, isoladamente, se esforçam para uma rápida preparação de pessoas e reação. Algumas propostas que elencamos abaixo e que podem apoiar este desejo:

Propositura: preocupada com a segurança de seus colaboradores, consumidores e parceiros, população fixa e flutuante, reforça abaixo algumas orientações de prevenção que estamos fazendo em relação ao cenário do COVID-19 no país. Destacamos a importância de que vocês mantenham dentro das suas operações, atividades e/ou serviços medidas de prevenção sobre o tema e contamos com a ajuda de todos neste momento em especial.

O que estamos fazendo na nossa atividade, operação e/ou serviços recomendamos que seja socializado com Você:

  • Incentivo a fazerem home office;
  • Afastamento de colaboradores de grupo de risco conforme orientação do Ministério da Saúde, validado pela OMS, comunidade científica internacional e Autoridades judiciárias;
  • Reforço de todas as medidas de prevenção (lavagem de mãos, uso de álcool gel, uso de respiradores, entre outros, no que couber);
  • Distribuição de álcool gel em todas as unidades e time de campo;
  • Aferição de temperatura na entrada das nossas unidades de acordo com o nível de classificação de transmissão na localidade;
  • Reforço na limpeza de nossos ambientes com utilização dos EPIs necessários e produtos indicados pelas autoridades sanitárias;
  • Protocolo nos restaurantes de nossas unidades: marcação para distanciamento entre as pessoas na fila, separação de talheres individuais, maior distância entre as mesas, retirada de cadeiras reduzindo a disponibilidade;
  • Reforçando a necessidade de, neste momento, mantermos o distanciamento social;
  • Nos casos em que algum colaborador tenha tido contato com caso suspeito e/ou confirmado de COVID-19, devem ser colocados em quarentena e ser monitorados, conforme orientação do Ministério de Saúde do Brasil. Portaria nº 454-20-ms

Aproveitamos também para reforçar que caso algum colaborador de sua empresa que preste serviços nas nossas dependências e tenha contato com caso suspeito e/ou confirmado, bem como algum sintoma de febre e/ou respiratório, deve imediatamente comunicar nosso time de saúde ocupacional, conforme documento em anexo, para monitoramento.

Além disso, sugerimos que reforcem, aos que se aplicam, para aderirem à campanha de vacinação do Ministério da Saúde. A vacina, contra a gripe comum não previne a infecção do COVID19, mas possui vantagens, como facilitar o diagnóstico de possível COVID19 e, considerando que doenças virais debilitam o organismo, ajudam a manter a imunidade.

Segundo diretrizes do Ministério da Saúde, o uso de respiradores (também conhecidos como máscaras…) deve ser uma prática seguida por todos para conter a disseminação do Sars-CoV-2.

Recomenda-se ainda observar:

Conforme orientação do ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, enquanto as máscaras cirúrgicas devem ser destinadas somente a pacientes da COVID-19, médicos e cuidadores, as caseiras são indicadas para a população em geral, que deve usá-la sempre que for necessário sair de casa (para ir ao mercado, por exemplo).

De acordo com o ministro da saúde, as máscaras caseiras de tecido são capazes de garantir proteção contra o coronavírus e ainda garantir que não falte material para o sistema e profissionais de saúde. Ainda assim, a orientação para manter o isolamento social e só sair de casa para serviços essenciais continua.

Atenção: Erros ao usar máscara contra coronavírus

Porém, para que o uso das máscaras seja realmente eficiente contra o Sars-CoV-2, é crucial que a utilização do item seja correta.

Abaixo, listamos alguns erros ao usar máscaras que podem prejudicar sua eficiência. São eles:

  • não tomar cuidado ao confeccionar a máscara: lembre-se de higienizar bem as mãos antes de fazer sua máscara, usar tecidos limpos e desinfetar a superfície sobre a qual irá costurar ou montar sua máscara, para garantir que ela não seja contaminada;
  • tocar o tecido da máscara ao colocá-la, tirá-la ou durante o uso: todo o manuseio deve ser feito pelos elásticos, já que o toque no tecido pode comprometer a barreira;
  • ter apenas uma máscara: o ideal é possuir no mínimo duas e se possível mais exemplares para usar enquanto uma estiver lavando e para realizar trocas quantas vezes forem necessárias – o que deve ser feito a cada duas horas de uso ou sempre que a máscara ficar molhada por gotículas expelidas pela tosse, espirro, fala ou respiração. Ao fazer a troca, guarde a máscara usada em um saco plástico bem fechado, retirando somente na hora de lavar;
  • colocar e retirar a máscara do jeito errado: a máscara deve ser colocada e retirada sempre voltada para frente (sem que o tecido seja contorcido e a parte frontal entre em contato com a pele, o que poderia transmitir o vírus) e diretamente sobre o nariz e a boca (e não, por exemplo, colocá-la sobre olhos ou testa e puxá-la para baixo);
  • reutilizar máscaras descartáveis: este tipo de material não deve ser lavado ou reutilizado;
  • tirar a máscara para falar ou tocar/coçar o nariz e a boca durante o uso: ao fazer isso, a proteção que deveria existir com a máscara se rompe e há o risco de infecção pelo vírus. Uma vez tocada, a máscara deve ser substituída;
  • deixar espaços nas laterais do rosto: é necessário que a máscara, ao ser colocada, fique bem ajustada e seja grande o suficiente para cobrir totalmente a boca e o nariz;
  • usar a mesma máscara por mais de 2 horas: a recomendação é que a máscara seja trocada após este período;
  • não lavar máscaras de tecido: após uso, a máscara de tecido deve ser lavada imediatamente com água sanitária ou água e sabão (como se faz com peças de roupa). O ideal é deixar de molho por 10 minutos e, depois, secar o item ao sol;
  • compartilhar máscaras: ideal é que cada pessoa tenha suas próprias unidades e nunca compartilhem, mesmo após lavar a máscara.

Máscara NÃO substitui higiene pessoal

O principal erro é achar que a máscara cria uma proteção absoluta. Na verdade, ela só funciona caso o indivíduo continue tomando o cuidado de não tocar o rosto e olhos e mantenha a higiene periódica das mãos.

Para evitar o contágio pelo novo corona vírus, é crucial seguir com protocolos de higiene pessoal, como lavar as mãos com com frequência ou higienizando-as com álcool em gel 70%.

Também é necessário evitar tocar no rosto, seguir a etiqueta respiratória ao tossir e espirrar quando não estiver com a máscara, manter distância de outras pessoas na rua e praticar o distanciamento social.

Estrela, 08 de Abril de 2020.

Pedro Valdir Pereira
Consultor de Saúde e Segurança do Trabalho
Instrutor de Treinamentos Credenciado pelo Corpo de Bombeiros/ RS Matrícula  000185/2011 e  00379/2013
Técnico Internacional em Emergências Químicas  – Especialista  pela NFPA 472 – HazMat Technician Standard  for Professional Competence of Responders to Hazardous Materials Incidents – Technician Level – transportation technology center, University of Texas – inc. USA
Safety Technician – Ergonomics, Occupational hygienist, Health and Safety
Delegado Eleito para representar o RS na Conferência Nacional de Defesa Civil – Brasília em NOV 2014

 

Fonte: Coronavírus;

https://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/erros-ao-usar-m%C3%A1scara-anulam-efic%C3%A1cia-contra-o-coronav%C3%ADrus-o-que-n%C3%A3o-fazer/ar-BB12ek2E?ocid=msedgdhp

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