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Toda a evolução da espécie humana ocorre devido a uma mudança comportamental. Aquele que planta sempre da mesma forma; colhe sempre o mesmo resultado! O maior motivo para a mudança é a possibilidade de obter-se um ganho e evitar-se um prejuízo. Esta é a expectativa e a motivação. A maior motivação para isso – perdas & ganhos. Todavia, para que esta ação ou atitude comportamental aconteça, deve haver elementos de convicção ou razões de convencimentos capazes de gerar este desejo. A mudança comportamental ocorre naturalmente em razão deste convencimento. Podemos afirmar que os elementos motivacionais são viscerais, sanguíneos, brotam internamente, do âmago. Podemos, caso queiramos, estimular, mobilizar esforços e recursos, informar. Caberá ao indivíduo/trabalhado, a seu tempo, processar e “perceber” a necessidade de mudança comportamental. A medida que o indivíduo percebe “ganhos” reais, ele se motiva, e age em busca desse novo referencial. Chamamos isso de evolução.

Neste sentido, a mudança ocorre por necessidades fundamentadas em duas razões: pela ameaça de perdas da condição já consolidada ou, por oportunidade de ganhos ainda não alcançados.

Então parece restar muito claro que o acidente não ocorre por acaso; só ocorre onde a prevenção falha. O GRO nos apresenta de forma muito clara esta necessidade de mudança comportamental – é preciso aperfeiçoar nossa forma de percepção do Risco (ameaça). Inicialmente é preciso reconhecer o “risco ocupacional”. Admitir, aceitar, que temos um problema /ameaça e trata-la em toda a sua plenitude, nas fases de gestão que abordaremos em outro artigo. Aquele que não “RECONHECE” = não mede. Quem não mede, não gerencia!

Os RISCOS / ameaças, precisam estar claramente evidenciados para promover esta mudança / evolução comportamental. Todo o indivíduo é capaz de evoluir, para tanto, é preciso convencimento. Qual é o seu papel, contribuição no estímulo do comportamento seguro? A resistência que imperra esta evolução, acredito estar na base e formação de todos nós. Leituras superficiais, incapacidade de análise, ausência de metodologia, imediatismo, excesso de confiança, entre outros. Por vícios de formação, somos levados a uma leitura equivocada de cenários onde facilmente se confundem RISCOS e PERIGOS. É muito comum as pessoas reportarem numa investigação que não enxergaram, que não viam risco algum! Saber diferenciar claramente um de outro é relevante nesta missão:

Risco: Ameaças. Capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde das pessoas.

Perigo: Situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou dano à saúde das pessoas pela ausência de medidas de controle.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (Texto dado pela Portaria GM n.º 598, de 07 de dezembro de 2004).

Riscos (ameaça) é parte da natureza humana. Antes de nascer já corremos riscos (herança genética, defeitos, adoecimento, contaminações, aborto…). Então, aprendemos a gerenciar isso. Condições ou situações adversas nos acompanharão até o fim da jornada, seja em casa, no trânsito, no trabalho, no lazer. Aprender com eles e potencializar nossa capacidade de percepção, aceitação e gerenciá-los de forma efetiva e eficaz, é a nova proposta do GRO.

Então, teremos de fazer escolhas: desistir ou partir para o enfrentamento delas. Em sua Vida Laboral, Você é capaz de identificar claramente essas diferenças?

Diversos são os investimentos, programas e capacitações oferecidos para que possamos reconhecer e aceitar, enxergar as ameaças/riscos evitando a sua conversão em “Perigos” que possam afetar a nossa saúde e segurança na atividade laboral.

Logo, a PRÉ-VEN-ÇÃO é a ação coordenada de Pré-Ver, ver antes, reduzindo, neutralizando e/ou eliminando os fatores de risco no ambiente de trabalho.

Uma boa capacidade de IDENTIFICAR PERIGOS E RECONHECER RISCOS é parte do comportamento seguro desejável. Quando aplicamos a informação e obtemos resultados capazes de beneficiar outrem, geramos conhecimento. Através destas práticas adotadas pelas razões de convencimento adquiridas, mudamos comportamentos e percebemos evolução.

 

Fatores que podem influenciar na percepção de riscos:

 

“Trabalhar com segurança é uma luta diária contra a natureza humana”.

 

QUAIS SÃO OS INIMIGOS DA PERCEPÇÃO DE RISCOS?

  • Achar que a rotina é sempre igual
  • Achar que isso “nunca” vai acontecer comigo
  • Apostar nas possibilidades (roleta russa)
  • Deixar de realizar a leitura da APR e PT ou PTE
  • Trabalhar com pressa
  • Descuidar dos pequenos detalhes
  • Quando encontrar desvios, dizer: “isso não é comigo”.

A percepção de risco é justamente a capacidade da pessoa de reconhecer as situações ou condições que a expõem sob ameaças no ambiente de trabalho, a fim de estabelecer as medidas de controle necessárias.

Nesta luta permanente pela saúde e pela sobrevivência  precisamos de labor, de trabalho, de ocupação. Paradoxalmente é nele que milhares encontram o adoecimento, a invalidez e/ou a morte. O Homem criou o trabalho; cabe a ele refletir sobre esta condição de risco de modo a atender as suas necessidades. ” Nenhuma atividade econômica se justifica se ela deixar de atender as necessidades sociais de proteção à Vida, à Saúde e à Segurança “. 

O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais – GRO esta na forma e, certamente nos traz excelentes motivos para mais uma mudança comportamental.

E, lembre-se, tenha SEMPRE em mente e coloque em prática as regras simples e básicas, citadas anteriormente:

BUSQUE SEMPRE POR CONHECIMENTO E INFORMAÇÃO

REVEJA ATITUDES E HÁBITOS, BEM COMO AÇÕES E PROCEDIMENTOS DO DIA A DIA

INFLUENCIE OUTRAS PESSOAS ATRAVÉS DE SEUS EXEMPLOS E

TENHA SEMPRE COMPORTAMENTO PRÓ-ATIVO

 

Pedro Valdir Pereira
Consultor de Saúde e Segurança do Trabalho
Instrutor de Treinamentos Credenciado pelo Corpo de Bombeiros/ RS Matrícula  000185/2011 e  00379/2013
Técnico Internacional em Emergências Químicas  – Especialista  pela NFPA 472 – HazMat Technician Standard  for Professional Competence of Responders to Hazardous Materials Incidents – Technician Level – transportation technology center, University of Texas – inc. USA
Safety Technician – Ergonomics, Occupational hygienist, Health and Safety
Delegado Eleito para representar o RS na Conferência Nacional de Defesa Civil – Brasília em NOV 2014

 

 


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