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TAXA DE FREQUÊNCIA E GRAVIDADE, INTERPRETAÇÃO CONFORME A OIT

Dando sequencia ao post da semana passada onde vimos a necessidade do preenchimento das Taxas de Frequência e Gravidade, nesta semana veremos como fazer os cálculos e a interpretação conforme os parâmetros da Organização Internacional do Trabalho – OIT. Vamos lá!

Qual é um bom parâmetro para taxa de frequência, taxa Frequência Internacional e taxa de gravidade?

É importante destacar que a GRO exige processos comparativos e de melhoria contínua. Logo, é relevante que esta progressão seja repetitiva e sistemática.  Você pode gerar, se assim desejar, metas ainda mais rigorosas que os próprios requisitos técnicos e padrões OIT que por sí só, já são bastante criteriosos.

A grande maioria dos profissionais de SST sempre tiveram dificuldades em mensurar esta realidade e tomar decisões baseados num referencial técnico padronizado.

Na obra do Dr. José da Cunha Tavares (Doutor em Engenharia da Produção) que tem o título “Noções de Prevenção e Controle de Perdas em Segurança do Trabalho” encontra-se a citação deste referencial teórico importante da OIT.

PARÂMETROS PARA A TAXA DE FREQUÊNCIA

a) TAXA DE FREQUÊNCIA:

Número de Acidentes com afastamento vezes um milhão, dividido pelo total de Horas Homem Trabalhadas (de exposição ao risco) no período (ano),  estabelecido pela International Association of Industrial Accident Board and Comission (IAIABC – Associação Internacional das Indústrias Conselhos e Comissões de Acidentes / OIT) , e Portaria 3214/78 do Mtb. NBR 14.280 ABNT.

A TF fornece um indicador a partir da realidade atual e com base no número de casos de acidentes relacionados ao número de horas homens trabalhadas hoje,  projetando uma situação de resultados presumíveis ao se  alcançar 1.000.000 de HHT  em determinado período de tempo de exposição.

Dada pela fórmula:   TF = Nº. Ac.  X 1.000.000
                                                                  HHT

Vejamos um exemplo a seguir:

    2 (Ac.) x 1.000.000___
33.000 (150 func.)

TF= 60,60 

Ou seja, em 01 mês com 150 funcionários realizamos 33.000 horas de trabalho e tivemos 02 acidentes. Quando alcançarmos 30,3 meses de trabalho estaremos somando 60,60 acidentes de trabalho.

Segundo o mesmo, os dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho) recomendam os seguintes parâmetros (Tabela 1 acima) para a Taxa de Frequência:

b) TAXA DE FREQUENCIA INTERNACIONAL = Inclui os Sem afastamento também!!!

 

                         Ac. COM Afastamento + Ac. SEM Afastamento x 1.000.000
                                                                                        HHT

 

c) PARÂMETROS PARA A TAXA DE GRAVIDADE

Esta obra do Dr. José da Cunha ainda apresenta parâmetros da OIT para Taxa de Gravidade.

É o tempo (Dias) computado por milhão de HHT. Deve ser expressa em números inteiros e calculadas pela fórmula:

TG =  (Nº. DIAS PERDIDOS + DIAS DEBITADOS)   X   1.000.000
                                                                         HHT

ENTENDENDO UM POUCO MAIS A TAXA DE GRAVIDADE

A Taxa de Gravidade como o próprio nome sugere se propõe a dar uma estimativa da gravidade do acidente levando em conta os acidentes com afastamento. A lógica é a seguinte, quanto maior o afastamento, mais grave foi (ou foram) o acidente.

A NBR 14280 determinou a taxa de gravidade como o tempo computado por milhão de horas-homem de exposição ao risco em determinado período.

A taxa indica quantos dias de trabalho foram perdidos por afastamento (ligado ao acidente ou doença do trabalho), incapacidade permanente ou morte para cada 1 milhão de horas de trabalho na empresa em determinado período.

ENTENDENDO UM POUCO MAIS A TAXA DE FREQUÊNCIA

A Taxa de Frequência (TF) é uma estimativa que pode dar ótimos parâmetros da eficiência ou ineficiência da gestão de segurança e saúde do trabalho da empresa se feita com regularidade. É uma ótima possibilidade de avaliar a eficácia do trabalho de segurança na empresa.

Grosso modo podemos dizer que a Taxa de Frequência representa o número de acidentes por milhão de horas-homem de exposição ao risco, em determinado período.

TF X ACIDENTES COM AFASTAMENTO E SEM AFASTAMENTO

Vale ressaltar que a própria NR 14280 sugere que acidentes de trabalho com afastamento e sem afastamento não sejam feitos no mesmo cálculo. Ela sugere que seja feito um cálculo para acidentes com afastamento e em separado fazer para os acidentes sem afastamento. Logo o que Chamamos de Taxa de Frequencia Internacional é um critério recomendável e mais rigoroso, pois inclui no cálculo aquele pequeno acidente (sem afastamento)

AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DOS CÁLCULOS – SE SÃO BONS OU RUINS

Simples. Pega-se o resultado obtido e compara com a matriz OIT para tomada de decisão.

CONCLUSÃO

Reporte-se que mais importante do que comparar os dados da sua empresa com os parâmetros dados pela OIT ou qualquer outro desenvolvido,  é  melhorar o desempenho a cada ciclo de avaliação. O dado estatístico deve ser representativo e expressivo da realidade. Lembre-se que “estatística” é a arte de espremer os números até que eles confessem a verdade , que a pessoa quer enxergar. Logo, isoladamente ele podem significar muito pouco da expressão da verdade. Requer análise contextualizada, criteriosa e sequencial para que possa realmente demonstrar uma tendência de melhoria ou ratificar a consolidação de uma melhoria alcançada.

Faça um bom gerenciamento dos indicadores e melhore-os constantemente perseguindo-se o nível de excelência.

Lembramos que é necessário pelo menos 7 (sete) ciclos de avaliações representando melhorias para realmente se afirmar que houve melhoria e não apenas tendência (isolada) de melhoria.

Outro aspecto relevante é lembrar que as recomendações da OIT como os do parâmetro dado são importante, mas não tem peso de lei. É apenas um indicador de desempenho importante. Você pode desenvolver seus próprios parâmetros e validá-los.

Somente a busca sistemática e contínua poderá assegurar padrões consolidados de melhorias em SST.

Pedro Valdir Pereira
Consultor de Saúde e Segurança do Trabalho
Instrutor de Treinamentos Credenciado pelo Corpo de Bombeiros/ RS Matrícula  000185/2011 e  00379/2013
Técnico Internacional em Emergências Químicas  – Especialista  pela NFPA 472 – HazMat Technician Standard  for Professional Competence of Responders to Hazardous Materials Incidents – Technician Level – transportation technology center, University of Texas – inc. USA
Safety Technician – Ergonomics, Occupational hygienist, Health and Safety
Delegado Eleito para representar o RS na Conferência Nacional de Defesa Civil – Brasília em NOV 2014


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