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NEGAÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS E A ZONA DE CONFORTO

No mundo TP, a negação à ciência, à medicina, ao fato, a dados e evidências objetivas parece ser a diversão predileta de alguns. Negar a existência do risco ocupacional não torna o ambiente mais seguro, mais saudável e melhor preparado.
A negação ou o ato ou efeito de negar, recusar, afirmar que algo não existe ou não é verdadeiro, rejeitar, repudiar, não reconhecer, gera a desconfiança, afeta a credibilidade do processo e dos condutores da Gestão e Gerenciamento de riscos ocupacionais. As perdas podem ser reparadas via sentença condenatória judicial decorrentes de violação de direitos.
Ao longo da história do desenvolvimento da espécie humana, o homem se notabilizou por negar a existência de algo como forma de conforto, evitando o enfrentamento, o adoecimento e o sofrimento. Ao deixar de admitir a existência de uma ameaça ou risco como lenitivo de sofrimento, permanece em zona de conforto, na ilusão ou enganação de que nada precisa ser feito.
É através desta conduta ou comportamento que boa parte dos profissionais de SST se esquivam, pois dá trabalho, exige disposição e domínio de técnicas & práticas de boa gestão e gerenciamento de riscos ocupacionais. Simplório demais. Deixar de “RECONHECER” o risco como forma de solução imediata do problema pode gerar impactos, reflexos e abrangência imensuráveis e irreparáveis a todos, especialmente ao trabalhador, empregador e ao próprio profissional.
Portanto, a Gestão de Riscos Ocupacionais e seus desdobramentos no gerenciamento de riscos e no Programa de Gerenciamento de Riscos (Inventário + Plano e Cronograma de Ação), espelhados na ISO 45001, consolidados pela Portaria 6730/2020 colocam à prova a capacidade dos profissionais de SST para este novo desafio.
Preparada para substituir a OHSAS 18001 a partir de Março de 2021, está estruturada em 10 cláusulas e da seguinte forma:
• Cláusula 1: Abrangência
• Cláusula 2: Referencias normativas
• Cláusula 3: Termos e definições
• Cláusula 4: Contexto da organização (Política de SST, Diretrizes, Cenários, Requisitos da Gestão, Necessidades e expectativas Envolvidos…)
• Cláusula 5: Liderança e Gestão com participação dos Trabalhadores
• Cláusula 6: Planejamento Estratégico (Objetivo, Ações, Indicadores, Metas, prazos, responsabilidades, etc.)
• Cláusula 7: Suporte (Recursos) e retenção informação documentada
• Cláusula 8: Operação e Funcionamento
• Cláusula 9: Avaliação do Desempenho
• Cláusula 10: Melhoria Contínua
A ISO 45001 reporta na cláusula 5 o fortalecimento deste o processo cujo principal enfoque centraliza-se na Liderança e Gestão. Passa a exigir a efetiva participação dos trabalhadores.
Outro destaque desta desconstrução ( o PPRA), encontramos na cláusula 4 – Contexto da Organização. A alta Direção/Investidores como responsável maior pela sustentabilidade da Organização determinam as “DIRETRIZES” de forma a atender requisitos e expectativas de todos e para todos os envolvidos. É na Diretriz (antigo Documento Base do PPRA) que estará consignado o desejo da AT. Determinará a linha a que se deve subordinar a direção de outras linhas. Uma guia, ou diretiva. Norma ou indicação, instrução que serve de orientação à todas as atividades e/ou serviços da Organização e seus estabelecimentos.
O Gerenciamento (Cláusulas 5 a 10) acontece através do Planejamento Estratégico em onze campos Inovação ou Manutenção, Objetivo Estratégico, Ações Estratégicas, Responsável pelo objetivo, Priorização das medidas de controle conforme resultado da categoria do risco do Inventário, Metas relevantes, específicos e mensuráveis, Indicadores que mensuram o resultado, Prazos para a conclusão do objetivo, Status da Meta, Cronograma ou tempo previsto para a conclusão, etc.) alinhados com o Inventário de Riscos Ocupacionais que determinarão a necessidade ou não, de implantação de medidas de controle. O PE – Planejamento Estratégico desenvolve-se a nível tático / Operacional e , obrigatoriamente, estarão vinculados a Diretriz definida pela Alta Direção. Neste cenário, a melhoria contínua prevista na Cláusula 10 da ISO 45001 dá o verdadeiro sentido da qualidade desejada em SST – Avaliação do Desempenho, padrões e Melhoria Contínua – PDCA.
Boa sorte neste novo tempo, obrigatoriamente mais seguro, mais saudável e melhor preparado!

Somente a busca sistemática e continua poderá assegurar padrões consolidados de melhorias em SST.

Pedro Valdir Pereira
Consultor de Saúde e Segurança do Trabalho
Instrutor de Treinamentos Credenciado pelo Corpo de Bombeiros/ RS Matrícula  000185/2011 e  00379/2013
Técnico Internacional em Emergências Químicas  – Especialista  pela NFPA 472 – HazMat Technician Standard  for Professional Competence of Responders to Hazardous Materials Incidents – Technician Level – transportation technology center, University of Texas – inc. USA
Safety Technician – Ergonomics, Occupational hygienist, Health and Safety
Delegado Eleito para representar o RS na Conferência Nacional de Defesa Civil – Brasília em NOV 2014

 

 


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