Mercado de EPI´s tem aumento de 20%, mas é preciso investir na produção brasileira.

Diante do cenário atual, onde a pandemia trouxe a conscientização de que prevenção e proteção são elementos fundamentais de segurança, é urgente e necessário que o país tenha uma política estratégica para o setor de EPI´s. Afinal, a falta investimento no suprimento de matérias-primas, na fabricação local e na capacidade tecnológica é o que prejudica a produção para atendimento da demanda à população.

O “Indicadores do Mercado Brasileiro de Equipamentos de Proteção Individual 2020”, elaborado pela ANIMASEG, traz um levantamento do ano de 2019 e mostra que a curva de crescimento continua indicando aumento de 20% em reais e 10% em dólares, com um volume do mercado de R$ 10,3 bilhões e US$ 2,6 bilhões.

Os mercados de vestimentas, calçados e luvas representam 84% do total. Apesar da queda de exportações brasileiras de EPIs em 2018, as vendas voltaram a crescer ano passado, somando US$ 44,67 milhões.

Também houve acréscimo em relação ao mercado global de consumo de Equipamentos de Proteção Individual, o que representa 7% na variação anual, passando de US$ 40,62 bilhões para US$ 43,36 bilhões, no qual o Brasil corresponde a 6% do total. Estados Unidos/Canadá são responsáveis por 33%, seguidos da Europa (26%), Ásia/Pacífico (24%), Oriente Médio e África (6%), além da América Latina/sem Brasil (5%).

Sobre as expectativas para o próximo ano, podemos dizer que a prevenção continuará sendo necessária tanto no combate ao Coronavírus, como para diminuir os dados da pandemia dos acidentes de trabalho.

Vale ressaltar que o Brasil tem tecnologia avançada e suficiente para suprir seu próprio mercado. As empresas e indústrias que ainda não se adequaram ao novo normal devem correr contra o tempo a partir de agora. Ademais, esperamos que a produção brasileira de EPIs consiga aumentar sua participação no mercado global nos próximos anos, apostando nessa tecnologia que já existe e nos preços competitivos que ainda podemos oferecer.

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