Qual é o motivo para a ação? Evitar uma perda ou obter um ganho

Toda a decisão exige escolhas. A vida, portanto, é feita de escolhas, caminhos alternativos que processamos em nossas decisões. Somos o resultado destas escolhas. Para nós que escolhemos como arte, profissão ou ofício celebrar à vida através da Segurança e Saúde no Trabalho, acompanhamos estupefatos a negação do perigo (Covid – 19). A negação do Vírus e por conseguinte da doença. A ausência de generosidade, empatia e respeito com o semelhante ao aglomerar-se, fazer festas clandestinas, deixar de seguir os protocolos sanitários e até mesmo do velho e efetivo respirador (chamado de máscara) tem sido a tônica dos principais noticiários e verificação direta “in loco” em nossas rotinas. O vírus e a letalidade só aumentam e o esgotamento e as dificuldades acompanham.

Falta de insumos a medicamentos. De profissionais qualificados no atendimento no front à oxigênio. De Leitos hospitalares á UTIs equipadas e preparadas para o suporte avançado à vida. De tudo, o que mais chama a atenção é a falta de empatia e o respeito à vida por aqueles que se negam a aceitar o seguimento dos protocolos sanitários definidos pela autoridade de saúde pública!
Após mais de um ano de vivência nesta desgraça mundial que assola todos os povos da terra “redonda”, obtivemos alguns ensinamentos que permanecerão de forma indelével na história da civilização humana. Aprendemos a medir/mensurar o Risco e estabelecer protocolos sanitários e adoção de medidas de controle.

Sabemos que tratamos de um tipo de vírus envelopado, partículas de até 100 vezes menor que a célula de uma Bactéria. Sabemos como a carga viral age, como ataca, quais são seus alvos ou órgãos preferenciais. Dificulta a ausência de um protocolo nacional para o tratamento adequado e confiável. Um protocolo adequado e confiável para condutas na UTI COVID 19. Há queixas de profissionais intensivistas que se apoiam em grupos e suas decisões e aprendizagem, sem contar com um elevado padrão de qualidade de nossa autoridade do Ministério da Saúde. No início nos faltou preparo, capacidade de resposta rápida, efetiva e eficaz na contenção e controle da propagação do vírus SARS-Cov 2. Apesar de já ser conhecido a mais de 5 décadas, esta variação nos surpreendeu a coletividade pela probabilidade de contaminação x severidade de danos X nº de pessoas expostas. Falhamos em contenção e controles. Se por um lado, a humanidade num esforço nunca visto antes, conseguiu em tempo record a descoberta de vacinas/imunizantes; carecemos de capacidade de produção e logística para atender em tempo adequado á todos os rincões. No Brasil, dos brasileiros e das brasileiras temos mais de 30 fábricas para produzir imunizantes para animais; apenas 2 para produzir vacinas para humanos. Mais, o IFA – Ingrediente Farmacêutico Ativo, insumo básico para fabricação do imunizante – dependemos da Índia e da China, países que entre outros, dura e gratuitamente atacados por pessoas despreparadas em elevados cargos de nação, só prejudicaram ainda mais a já debilitada capacidade de resposta brasileira à pandemia.

A Política e a politização da doença pouco ou nada contribuíram. Alguns casos prejudicaram severamente, o que futuramente poderá ser melhor dimensionado o nível do estrago produzido.

Para onde a gente quer ir e de que forma pretendemos chegar lá?

Consciente ou inconscientemente toma-se uma decisão para se obter um ganho ou, para se evitar uma perda. Nós, os profissionais de Segurança e Saúde do Trabalho decidimos seguir esta arte ou profissão por celebrar a Vida. Juramos solenemente defendê-la e promover a saúde na atividade laboral. Nos causa estarrecimento a insofismável realidade sobre o COVID-19, o imensurável estrago econômico; irreparáveis perdas para milhões de famílias em todo o mundo. Negar os fatos e evidências inquestionáveis no campo da ciência, não contribui em absolutamente nada para a solução do problema. Negar o problema e as soluções de sucesso já aplicadas no campo prático em várias partes do mundo, nos distanciam diariamente do mundo civilizado.
Reconhecemos e identificamos inúmeras causas para o terrível descontrole desta pandemia. Cientistas e notórios analistas incansavelmente apontam erros cometidos. Que sirvam de modelo e aprendizagem.

Precisamos de soluções imediatas, fortes e eficazes. Por vezes o remédio pode ser amargo para salvar o paciente. A contenção do vírus é possível e a redução da letalidade idem. Não existe uma única medida milagrosa não. É o conjunto de medidas e o comprometimento de toda a sociedade que pode viabilizar a solução. Sabemos o caminho, precisamos percorrer o caminho.
Ausência de medidas sanitárias consistentes, efetivas e eficazes de acordo com a gravidade. Ausência de coragem para tomada de decisão referente a medidas mais duras, severas e eficazes já comprovadamente de sucesso em vários países. Deixar de fazer a testagem em massa e o isolamento social severo com os positivados. Deixar de investir em pesquisas e insumos para produção local de medicamentos e desdenhar um protocolo oficial para tratamento comprovadamente eficaz alinhados a padrões, práticas & técnicas nas UTIs como Ministério da saúde (4 ministros da saúde durante a pandemia revelam total incapacidade de gestão e gerenciamento ante tamanha crise sanitária).

Autoridades precisam verificar a conduta dos brasileiros e brasileiras, ante a pandemia SARS-Cov 2 / Covid – 19. Comportamento negligente tem revelado a verdadeira face, cruel e perversa, “de uns tantos brasileiros”. Ególatras, despreparados para o convívio e a Organização social comportam-se l forma absolutista, única e dissociada de qualquer comprometimento com a vida e com a saúde de seu semelhante. Para alguns, perdeu-se a generosidade, empatia e o respeito pelo outro. Vive como se absoluto fossem desprezando rotinas, protocolos sanitários e paradoxalmente, zombando da tristeza, do sofrimento de milhares de famílias que sucumbem ante à doença que se propaga de forma rápida e letal. Verdadeiros ególatras ameaçam a segurança social, vivem como criatura que só pensa ou se interessa pela satisfação do próprio ego e interesses particulares.

Tal comportamento, tem dificultado políticas públicas de contenção da doença, amentado os gastos governamentais, gerando quebradeira de Organizações, desemprego, queda de arrecadação, mais fome e sofrimento para milhões de pessoas, principalmente as menos favorecidas.

Qual seria este motivo, a razão, a causa de tamanho desprezo à vida e à saúde de seu semelhante? Onde reside a origem de um comportamento tão odioso revelado exatamente na pior crise humanitária vivida pelo mundo inteiro?  A grande maioria dos humanos habitante desta terra “redonda”, trabalhando ao nível máximo da exaustão e esgotamento a fim de encontrar soluções viáveis, pela ciência, pela organização e pelo saber, enquanto “uns tantos” negam, mas dependem de todo o esforço coletivo. Ninguém viverá sem os serviços essenciais na área de saúde, sem a produção de bens, alimentos, riquezas, saneamento básico, transportes e logística, segurança pública. Negar a existência de um problema; não elimina o problema. Negar a existência de um risco; não neutraliza o perigo. Negar um fato; não elimina o fato. Pode mudar a opinião de pessoas, o que ele deseja enxergar; o fato, jamais.

Neste momento, temos sim “motivos para a ação” _Motivação, para acreditar ser possível vencer, superar tantas adversidades e renovar esperanças em nossa capacidade de resiliência. O sofrimento não pode nos enlouquecer. Do sofrimento à realização, a cura. Em algum estágio da sanidade mental, pode se encontrar a negação do sofrimento que pode ser um mecanismo de defesa, de proteção, de negação da loucura. Perigoso fica quando o negacionista tenta armar estratégias do coletivo de defesa cooptando, induzindo a outrem permear o interim deste sofrimento. Urge entender melhor estes mecanismos e estratégias, encontrar apoio e soluções de tratamento para “uns tantos” antes que seja tarde demais. Evitar uma perda ou obter um ganho Evitar uma perda ou obter um ganho Evitar uma perda ou obter um ganho Evitar uma perda ou obter um ganho

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