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Qual a importância do simulado de emergência na Gestão de Riscos? 

Continuando a nossa série de artigos sobre planos de emergência, como vimos no artigo anterior sobre a NR35 e sua relação com o plano de emergência,  neste iremos dar um destaque à necessidade de realização de simulados de emergência dentro das organizações. Caso você não tenha lido os artigos anteriores, vamos deixar aqui  link para você acessar:

Vamos entender primeiro o que é uma simulação de emergência .

Um simulado de emergência consiste em um treinamento prático que simula, de forma realista, uma situação de risco na empresa, fazendo com que todos trabalhadores envolvidos sigam os mesmos passos, que devem ser seguidos em um caso real.

Segundo a NBR 15219, que trata do Plano de Emergência Contra Incêndio, estes simulados devem ocorrer no mínimo a cada 12 meses.

E neste momento, temos uma pergunta para responder:

Por que devo realizar um simulado de emergência na minha organização?

São vários os motivos, vou listar neste artigo cinco motivos básicos.

  • Reduzir o tempo de resposta a emergência;
  • Validar o plano de emergência;
  • Proporcionar melhoria no plano, através da identificação de falhas;
  • Padronizar as ações a serem realizadas;
  • Testar recursos e equipamentos disponíveis.

Em cada estado as normas do Corpo de Bombeiros podem estabelecer diretrizes sobre a realização de simulados. Vou dar como exemplo a Instrução Técnica (IT) – 12 do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

De acordo com essa instrução o Simulado deve ser realizado a cada 12 (doze) meses, no mínimo no estabelecimento ou local de trabalho com participação de toda a população.

Preferencialmente, após o simulado, deve ser realizada uma reunião extraordinária para

avaliação e correção das falhas ocorridas.

Deve ser elaborada ata na qual conste:

  1. a) horário do evento;
  2. b) tempo gasto no abandono;
  3. c) tempo gasto no retorno;
  4. d) tempo gasto no atendimento de primeiros socorros;
  5. e) atuação da brigada;
  6. f) comportamento da população;
  7. g) participação do Corpo de Bombeiros e tempo gasto para sua chegada;
  8. h) ajuda externa (PAM – Plano de Auxílio Mútuo);
  9. i) falhas de equipamentos;
  10. j) falhas operacionais;
  11. l) demais problemas levantados na reunião.

Em termos de normas regulamentadoras, posso citar três normas que falam de maneira direta sobre a realização de simulados.

NR 20 – Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis, que em seu texto descreve que o plano de respostas a emergências deve possuir um cronograma, metodologia e registros de realização de exercícios simulados.

NR 22, que trata do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) da mineração também fala da necessidade da realização de simulação periódica de situações de salvamento com a mobilização do contingente da mina diretamente afetado pelo evento.

E por último, a NR 33, que descreve a necessidade de realização de exercício simulado anual de salvamento nos possíveis cenários de acidentes em espaços confinados.

Após apresentar todo este contexto de normas e motivos para a realização de simulados, a minha dica é:

Estabeleça um cronograma de realização de simulados de emergência em sua empresa e garanta que sua equipe esteja preparada e os recursos disponíveis.

E, após a realização, faça uma análise crítica identificando os pontos de melhoria e atue sobre eles.

o de levantamento e um plano de adequação.

 

Wesley Silva
· Engenheiro de Produção e de Segurança do Trabalho;
· Pós-graduado em Ergonomia e Direito Trabalhista e Previdenciário;
· Diretor Técnico da Innove Consultoria e Treinamentos;
· Instrutor e palestrante em diversos cursos;
· Consultor em Segurança do Trabalho em empresas do ramo de construção civil, mineração e telecomunicações.
Há 13 anos atuando com gestão de segurança do trabalho.

 

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.


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