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No artigo anterior falamos sobre a  possibilidade de substituição da análise de Risco  pelo Procedimento Operacional na NR35. Nesta semana, falaremos sobre de treinamento EAD. O cenário de pandemia trouxe á tona uma discussão sobre a possibilidade de realizar treinamentos de segurança do trabalho na modalidade Ead. Muitos são a favor e outros nem tanto e realmente é um tema muito polêmico.

Um desses treinamentos é o de trabalho em altura previsto na NR 35 e este tema não poderia faltar em nossa série de artigos sobre a Gestão de Riscos no Trabalho em Altura.

O que deve ser avaliado antes de decidir o Treinamento EAD para a NR 35?

Na minha avaliação, antes de fazer a escolha pelo Ead precisamos realizar algumas perguntas e construir algumas respostas. Sendo elas:

  • Qual é o público alvo do treinamento?
  • Qual o grau de instrução destes trabalhadores?
  • O treinamento será feito em horário e no local  de trabalho?
  • A empresa irá fornecer as condições e equipamentos para o treinamento?
  • O conteúdo atende a demanda da empresa e o previsto em norma?
  • O treinamento foi construído conforme a NR 01, com um plano pedagógico para a organização?
  • Como será feita a avaliação da eficácia do treinamento?

Sendo que essa análise de eficácia deve atender ao PGR. Pois na prática o treinamento é uma ação que deverá estar prevista do Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.

O treinamento EAD pode ser aplicado a NR35?

Respondido a todas as  perguntas, podemos começar e discutir a sua aplicação para o atendimento a NR 35.

Lembrando que trabalho em altura é toda atividade executada acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda.

Logo, todo trabalhador que executar atividade acima de 2,00 m deverá passar por esse treinamento para se tornar um trabalhador capacitado.

Sendo considerado trabalhador  capacitado para trabalho em altura aquele que foi submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de oito horas.

O ponto mais relevante nesse item, é a obrigatoriedade da prática no treinamento. O que, a meu ver, não pode ser atendido na modalidade a distância.

A parte prática deve ser direcionada ao tipo de atividade que o trabalhador exerce, já que existem diversos tipos de trabalhos em altura, o que demanda conhecimentos específicos.

Podemos citar o uso de escada, andaime, planos inclinados, plataformas, torres, telhados. Cada um demanda equipamentos diferentes e possui seus riscos particulares.

Vamos a um exemplo:

Para um trabalhador que utilize escada móvel extensível, acredito que o treinamento deverá abordar, no

mínimo, a prática de instalação da escada (inclinação e amarração), inspeção da escada e dos equipamentos de proteção individual, isolamento, elaboração de APR/PT, uso do trava quedas e talabarte Y/ posicionamento (uso correto e restrições) e procedimentos em caso de emergência.

O que já pode ser um pouco diferente para trabalhos realizados com uso de linha de vida fixa.

Também é preciso destacar que a avaliação do treinamento deve  ser da parte teórica e prática. Assim, no meu entendimento, o curso de NR 35 (trabalhador capacitado) na modalidade a distância não atende a norma em sua totalidade.

O que poderia ser feito, após respondido as perguntas iniciais e atendido a NR 01 no que trata do treinamento Ead,  é um curso semipresencial, sendo uma parte Ead e uma parte presencial.

E assim, a minha dica de gestão é:

Analise com o máximo de cuidado o tipo de treinamento que irá realizar e defina as melhores práticas para aprendizado de seus colaboradores.

 

NR 35 - Trabalho em Altura - Treinamento pode ser EAD?Wesley Silva
· Engenheiro de Produção e de Segurança do Trabalho;
· Pós-graduado em Ergonomia e Direito Trabalhista e Previdenciário;
· Diretor Técnico da Innove Consultoria e Treinamentos;
· Instrutor e palestrante em diversos cursos;
· Consultor em Segurança do Trabalho em empresas do ramo de construção civil, mineração e telecomunicações.
Ha 13 anos atuando com gestão de segurança do trabalho.

 

 

 

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

 


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