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Escolhemos trabalhar numa área imperiosa para a sobrevivência e sustentabilidade das pessoas e de qualquer de seus negócios – a Segurança e a Saúde no Trabalho. Neste meio, um dos assuntos mais controverso e que mais vejo ser totalmente ignorado pela maioria dos profissionais da área de SST é o que trata a respeito da proficiência.

No mundo do trabalho, somos naturalmente agentes e pacientes de transformações. Um bom planejamento ou execução de um projeto voltado à proteção e a prevenção de acidentes ou doenças do trabalho tem por objetivo atender as necessidades do empreendedor e do seu maior patrimônio – o trabalhador.

A evolução só acontece através das pessoas, e o nosso trabalho de protegê-las. Isto só vai ocorrer quando e se  soubermos que precisamos primariamente admitir a existência do “risco”. Aquele que não reconhece, não mede. Quem não mede não gerencia. Esta necessidade, pra ser atendida em sua plenitude, requer olho clínico e muita habilidade, conhecimento perfeito, capacidade, mestria, domínio de práticas e técnicas de convencimento, sensibilização de modo a estimular o próprio trabalhador a aceitar-se não apenas como paciente mas como verdadeiro agente de transformação.

Atualmente, estimulados pela famigerada “indústria da educação”, o que percebemos é o despejo maciço de conteúdos, desconexos, mal preparados e muitas vezes alijados da realidade vivenciada na pratica diária, sem qualquer comprometimento com a aprendizagem do trabalhador. Importante é cumprir “normas” e evitar multas! Neste bordão, perdeu-se milhares de profissionais de SST, onde fiscalizar e penalizar pseudo infratores passou a preferência nacional em detrimento das boas práticas de sensilbilização e convencimento para a consecução do objetivo proposto – Evitar acidentes, prevenir o adoecimento e gerar bem estar, saúde e proteção para o maior patrimônio de uma organização de trabalho – o trabalhador, com reflexos positivos para investidores, trabalhadores, governo e para a sociedade.

Então ser ou estar proficiente” é potencializar o saber, multiplicando, sensibilizando e estimulando a todos os atores sociais a construir uma sociedade de trabalho capaz de perceber, antecipar e controlar riscos ambientais. A consecução do objetivo proposto depende de todas as pessoas, e é através delas que se realizará. Enquanto o próprio trabalhador não estiver convencido desta realidade e estiver devidamente  “motivado” para a conquista; ela não ocorrerá! Os maiores motivadores para qualquer espécie do reino animal são apenas dois (02): Evitar uma perda; obter um ganho, nada mais.

Organizar fatos & dados, recursos didáticos pedagógicos apropriados, respeitar as características de cada indivíduo, comunicar com o apoio de adequadas plataformas, amar e interessar-se pela sua aprendizagem, reconhecer nossa total incapacidade de transferir conhecimento (o que transferimos é apenas informações) permitindo que o discente possa aplicar a informação com acompanhamento, de modo a permitir durante a aprendizagem efetuar eventuais ajustes necessários, até que ele desenvolva o seu “modus operandis”, e adquira confiança, produzindo a sua própria forma de entender e reproduzir o desejável – o seu conhecimento estará consolidado pela aplicação da informação recebida.

Constantemente percebe-se em vários grupos a discussão a respeito de proficiência e todas elas equivocadas em sua interpretação e entendimento.

Quando olhamos para a definição do dicionário encontramos o conceito de proficiência como: “sendo a demonstração de domínio sobre determinada situação ou condição, um conhecimento, competência e capacidade de gerar resultados, é um adjetivo para qualificar a pessoa que tem um total conhecimento sobre determinado assunto, que executa tudo com muita proficuidade, habilidade e competência”. Você consegue gerar resultados sustentáveis em SST através das pessoas?

Neste conceito podemos destacar: Conhecimento, Competência, Habilidade.

Sendo a proficiência um adjetivo que é utilizado para qualificar um profissional em determinada área necessário se faz o conhecimento (capacidade consolidada e reconhecida de fazer e gerar resultados pela aplicação de informações no campo prático). A informação está em nuvens, milhares ou milhões serão as fontes oportunizadas e que pode ser obtido de várias formas, tudo começa por ele, seja no banco de formação, seja em cursos específicos de cada área.

Mas cursos estes ministrado por quem? Interessado e comprometido com sua aprendizagem? Ou simplesmente despejando conteúdos….e trabalhinhos….? Por outros profissionais também proficientes no assunto, é claro. A informação pode advir também de várias fontes, como: Livros, Apostilas, Instruções Técnicas, Normas Regulamentadoras, Legislações especificas, entre várias outras! Todavia, a geração do conhecimento, apenas se obterá com a aplicação da informação gerando positivos resultados !

Regra número um

Para começarmos a falar e entendermos o que é ser proficiente é necessário termos o CONHECIMENTO validado no campo prático.

Apenas o conhecimento não basta, é preciso ter competência. Este termo está ligado a qualidade daquele profissional que tem capacidade para realizar, resolver, medir ou apreciar determinada coisa. Esta condição está relacionada no fazer, executar a atividade com primazia, resolver os problemas da atividade a ser realizada quando estes ocorrerem.

Regra número dois

Nesta condição saímos do campo teórico do conhecimento e adentramos no campo prático do exercício da atividade, começa a se moldar o que é ser proficiente e tornar o profissional COMPETENTE.

Um dos aspectos tão ou mais importante na área da proficiência é a questão da habilidade, e está atrelada ao ato da execução, da destreza da atividade em si, no exercício pleno e habitual de suas habilidades, chamamos isso de prática. Se ensina; pelo exemplo daquilo que se pratica, executa como atividade profissional. Profissional dotado de prática de suas atividades tem pleno domínio do seu conteúdo e expertise em referido assunto ou tema.

Regra número três

É preciso ter pleno domínio da área profissional a que está inserido, execução prática no seu dia a dia, chamamos isso de experiencia, HABILIDADE.  Como podemos ver a proficiência não está ligado a apresentação de um certificado assinado, em muito das vezes, por alguém que não possui proficiência nenhuma para ensinar. As vezes por um “almofadinha” que vive atrás de uma mesa de escritório sem nunca ter se quer pisado no chão de fábrica qualquer.

Vejo atrocidades sendo realizadas e colocado vidas em risco, devido a treinamentos mal realizados, um exemplo, olhamos para a NR 35 – Trabalhos em Altura, quantas atividades existem nesta linha de trabalho?

Quando se fala em treinamento de NR-35; por exemplo, ele é específico, tem a ver com a capacitação do trabalhador para a atividade a ser realizada, em muitos das vezes ministrado por um pseudo profissional, que nunca se quer subiu nem no telhado da sua casa para trocar uma telha, ele chamava outro proficiente.

Muitos profissionais TST e EST confundem o que é profissional proficiente com profissional habilitado. Os TST e EST são profissionais habilitados, mas na maioria não são proficientes, portanto, não são capacitados para treinamentos. Certificado de instrutor é apenas um pedaço de papel que não comprova proficiência de ninguém, é apenas um certificado de conhecimento como qualquer um outro, muitas empresas já entendem isso e começam a exigir comprovação de proficiência “prática” para ser aceito como instrutor.

Para ser instrutor é preciso apenas “experiencia”, “prática”, a comprovação de proficiência é realizada por meio de um registro de suas atividades e confirmado pelo gestor da empresa por meio de uma declaração ou certificação que deixa explícita a atuação e a experiência do profissional em relação a determinado assunto. Veja abaixo, por exemplo, algumas das principais Normas Regulamentadoras de segurança do trabalho que exigem a proficiência comprovada:

NR-33 – 33.3.5.7 Os instrutores designados pelo responsável técnico, devem possuir comprovada proficiência no assunto.

NR-35 – 35.3.6 O treinamento deve ser ministrado por instrutores com comprovada proficiência no assunto, sob a responsabilidade de profissional qualificado em segurança no trabalho.

Isto não é diferente para outros tipos de treinamentos, não permita cego guiando cego dentro de sua empresa, exija a apresentação de capacitação “prática” do assunto a ser ministrado, lembro mais uma vez, o treinamento deve ser especifico ao trabalho a ser executado e não genérico, não existe “instrutor” absoluto, ou aquele que sabe tudo, cuidado com a enganação do que hoje estamos vivendo, é perigoso demais, são vidas em risco.

Precisamos de todos os olhares, onde a capacidade de fazer, transformar  e proteger a vida de outrem seja mais importante que a própria titulação.

Visite nossos site e conheça nossas soluções em SST.

Pedro Valdir Pereira
Consultor de SST

Agradecimento e Contribuição Eng. Alencar Lunardello


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