Os 6 elementos da estrutura do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

A estrutura do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais deve possuir 6 elementos básicos:

  1. Diretrizes, objetivos e estratégia da gestão de riscos;
  2. Identificação, mensuração e análise dos riscos;
  3. Classificação de Riscos;
  4. Infraestrutura, políticas e processos de gestão de riscos;
  5. Monitoramento e gestão eficaz dos riscos;
  6. Comunicação dos riscos.

Esses seis elementos são necessários para sustentar um sistema de gestão de riscos eficaz dentro de uma organização.

Devido à diversidade dos setores, mercados e sistemas empresariais, essa estrutura deve ser personalizada para cada organização.

  1. Diretrizes, objetivos e estratégia de riscos

O primeiro elemento está relacionado às diretrizes, objetivos e estratégia de riscos e é neste momento que é discutida e definida a base estrutural do Gerenciamento de Riscos de uma organização. Inclui uma revisão aprofundada de tipos de riscos mais comuns, podemos até considerar a divisão entre riscos químicos, físicos, biológicos, mecânicos e ergonômicos, a governança de riscos, planejamento estratégico e tático, objetivos a serem atingidos com tal gestão e as cadeias de responsabilidade ligadas ao gerenciamento de riscos da organização.

  1. Identificação, mensuração e análise de riscos

Nessa etapa é preciso centralizar nas definições, identificação e na mensuração dos riscos inerentes de residuais que podem gerar maior ou menor impacto. Os riscos operacionais constituem um dos maiores riscos de uma organização, pois se trata de algo difícil de mensurar e de avaliar. Os Riscos Ocupacionais são parte da estrutura dos riscos operacionais. Algumas responsabilidades específicas desta etapa incluem a implementação de um sistema operacional para identificar e avaliar riscos e garantir seu registro e mensuração mediante processos estatísticos, estratégicos e analíticos.

  1. Classificação de Riscos

Nesta etapa, são calculados os níveis dos riscos identificados pela equipe técnica designada, a partir de critérios de probabilidade e impacto. Os critérios de risco para classificação devem ser estabelecidos quanto ao contexto de gerenciamento de riscos considerado. A classificação de risco é fator essencial para definir as prioridades para a tomada de decisão e aplicação de recursos.

  1. Infraestrutura, políticas e processos de riscos

É o quarto elemento fundamental do sistema de gerenciamento de riscos, não apenas do ponto de vista tecnológico, mas também para se ter os recursos humanos adequados. A infraestrutura, as políticas e os procedimentos estabelecem como serão implementadas as etapas táticas de mensuração e análise de riscos, para que toda a organização esteja ciente e para que haja uma gestão de riscos coerente. Também é importante considerar a “intuição” humana com base no conhecimento e vivência da equipe técnica sobre o tema, além da avaliação e gestão de riscos.

  1. Monitoramento e gestão eficaz de riscos

Esse elemento é centrado no monitoramento e na gestão efetiva de riscos. Existem várias estratégias que podem ser implementadas, dependendo do objetivo da gestão de riscos. É necessário estruturar uma estratégia para gerenciar os riscos, analisando como eles irão impactar o futuro da organização. Em relação aos riscos ocupacionais, será preciso analisar em um primeiro momento os impactos para os trabalhadores. Tanto os impactos à vida, à saúde física e mental. Ainda nesta etapa é importante incluir as práticas gerais de monitoramento interno e externo, incluindo a conformidade com requisitos legais e procedimentos de análise de eficácia.

Relatórios ou Inventários de riscos e um processo de antecipação se fazem essenciais neste momento, compondo um processo de identificação, compartilhamento e percepção de riscos.

  1. Comunicação dos riscos

Neste último elemento é realizado o compartilhamento dos riscos com as partes interessadas e as principais informações e percepções dos riscos, obtidas a partir das fases de identificação e avaliação dos riscos. Um ponto fundamental é que a gestão de risco deve incluir uma comunicação e feedbacks sobre a eficácia desse processo até o nível mais alto da tomada de decisão na organização.

O processo de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais dentro de uma organização requer um envolvimento contínuo e proativo. Não é algo para se tratar de maneira isolada, mas sim construído como um processo dinâmico com passos firmes e objetivos claros e com meios de comunicação em todos os níveis da organização e de todas as partes interessadas.

Wesley Silva
Engº de Produção e de Segurança do Trabalho;
Especializado em Ergonomia e Direito Trabalhista e Previdenciário;
Diretor técnico da Innove Consultoria e Treinamentos;
Instrutor e palestrante em diversos cursos;
Consultor em Segurança do Trabalho, especialista em Gestão de SST;
Atuante no ramo de Mineração, Telecomunicações e Alimentício.
@inovetreinamento |innove.treinamentos@hotmail.com

 

 

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