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Hierarquia das medidas de controle no trabalho em altura:  Um fator essencial na Gestão de risco.

No último  mês, fizemos uma série de artigos sobre o Plano de Resposta a Emergência  e agora vamos fazer uma série mais direcionada a Gestão de Riscos no Trabalho em Altura.

No primeiro, quero falar um pouco sobre a hierarquia das medidas de controle neste tipo de atividade. Vamos usar como referência duas normas.

A primeira delas deve ser a NR(Norma Regulamentadora) – 01 que trata de das DISPOSIÇÕES GERAIS e GERENCIAMENTO DE RISCOS  OCUPACIONAIS o tão falado GRO.

Dentro do PGR ( Programa de Gerenciamento de Riscos) construído pela organização, vamos precisar  avaliar a existência do trabalho em altura, seus riscos e suas consequências.

Os riscos do trabalho em altura deverão ser mensurados  dentro do Inventário de Risco e assim medidas de controle deverão ser estruturadas no Plano de Ações, tais como: Treinamento,  Equipamentos, Exames, Inspeções  .

Porém, um detalhe é que neste plano de ação eu preciso obedecer a hierarquia das medidas de controle. A NR 01 fala que cabe ao empregador implementar medidas de prevenção, ouvindo os trabalhadores.

Já na NR 35 precisamos analisar o item  35.4.2 que trata do  planejamento do trabalho em altura. Lembrando que todo trabalhado em altura, precisa ser planejado. E uma das maneiras de realizar este planejamento é através da construção da análise de risco.

Voltando ao item 35.4.2 este planejamento precisa adotar a seguinte hierarquia:

1 º) medidas para evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de execução;

E  neste item, é preciso buscar soluções criativas e seguras para não ser necessário o trabalho em altura. Grande parte destas medidas, precisam estar dentro do projeto. Muitos dos trabalhos em altura que são realizados nas empresas, poderiam ter sido eliminados na concepção do projeto.

Vamos pegar com exemplo um projeto de Iluminação de um galpão de 6 metros de altura. O convencional é colocar a iluminação no centro e a uma altura próxima de 5 metros. Porém, não se pensa no profissional que irá precisar realizar a instalação e manutenção da iluminação.

Apesar de se ter uma perda da capacidade luminosa das lâmpadas, deveria ser analisado a possibilidade de instalação da iluminação nas paredes da edificação a uma altura de 3 metros por exemplo.

Assim em uma plataforma de 1,5 metros o trabalhador já conseguiria realizar a instalação e manutenção

2º Medidas que eliminem o risco de queda dos trabalhadores, na impossibilidade de execução do trabalho de outra forma;

E neste caso, já é pensando em medidas de proteção coletiva, como a instalação de guarda corpo e grades de proteção. Que são os chamados SPCQ (Sistema de proteção coletiva contra quedas)

3º medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda não puder ser eliminado.

Neste caso estamos pensando no SPIQ (Sistema de Proteção Individual contra Quedas),  na grande maioria dos casos ele não vai evitar a queda dos trabalhadores. Simplesmente reduziremos as consequências da queda do trabalhador. Já que ele poderá  ficar suspenso pelo equipamento. E aí, precisamos pensar que poderá haver consequências graves da queda como síndrome de suspensão inerte e ferimentos decorreste de efeito pêndulo.

Então uma minha dica de gestão é:

Na construção do PGR e na gestão de riscos em altura somente adote o SPIQ quando inviável a eliminação  do trabalho em altura e uso de proteções coletivas.

 

Wesley Silva
· Engenheiro de Produção e de Segurança do Trabalho;
· Pós-graduado em Ergonomia e Direito Trabalhista e Previdenciário;
· Diretor Técnico da Innove Consultoria e Treinamentos;
· Instrutor e palestrante em diversos cursos;
· Consultor em Segurança do Trabalho em empresas do ramo de construção civil, mineração e telecomunicações.
Ha 13 anos atuando com gestão de segurança do trabalho.

 

 

 

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.

 


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