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 Neste artigo nosso convidado Professor Mario Sobral Júnior, referência nacional em SST, e editor do Jornal Segurito, que está fazendo 14anos (PARABÉNS!!!!),  fala sobre a interpretação da Nova NR01 em relação aos prazos de validade do PGR. Vamos lá entender este assunto?!

O PGR É PARA SER FEITO A CADA DOIS ANOS?

Professor, estou com uma dúvida em relação ao PGR, ele é para ser elaborado a cada dois anos?

Não, meu filho! Tem algo errado nesta história.

Como assim, professor? Na NR 01 tem o seguinte:

1.5.4.4.6 A avaliação de riscos deve constituir um processo contínuo e ser revista a cada dois anos ou quando da ocorrência das seguintes situações:

Ou seja, com exceção das situações citadas na norma eu não preciso revisar. Não é isto.

Você leu o trecho, mas na minha opinião não entendeu. Perceba que está escrito que a avaliação de riscos é um processo “contínuo”

Aí complicou! O que tem tanto para avaliar que não pode ser pelo menos feito, sei lá, semestralmente?

Meu filho, pense no seguinte, imagine que você acabou de fazer sua avaliação dos riscos e houve toda a mudança de um determinado processo ou mesmo a construção de um novo setor. Você acha que é correto esperar um ano ou mesmo seis meses, conforme a sua sugestão, enquanto os trabalhadores podem estar expostos a um risco que venha a prejudicar a saúde deles?

Tááááá, professor!

Que é isso? Me respeite, fale direito e não revire os olhos, não!

Desculpa, professor! Mas ajuda aí, o que eu preciso verificar periodicamente?

Se não há novos processos e se os existentes permanecem iguais e sem alteração dos seus riscos, se as ações para os riscos considerados mais críticos estão sendo implantadas, se os controles implantados estão tendo os resultados esperados, se não há sazonalidade de produção e muito mais.

Professor, estava pensando aqui, é só uma ideia, não vá ficar chateado, mas se a empresa não mudou nada no processo eu não preciso refazer esta avaliação.

Meu filho, trabalho nesta área faz pouco mais de 20 anos e não lembro de uma empresa que não tenha alterações de um mês para outro, quanto mais em um ano. Vou lhe dar um exemplo. Imagine no seu processo o uso de um determinado solvente e após as avaliações químicas, de acordo com a concentração obtida está tudo certo, mas no mês seguinte mudaram o fabricante do solvente e apesar de ser “tudo igual” você já está com avaliação desatualizada.

Por quê?

Porque quando mudou o fornecedor do solvente, este novo, apesar de ser utilizado para a mesma finalidade, tem uma composição diferente e consequentemente as avaliações ficaram desatualizadas. O correto seria ter um procedimento de mudanças para informar para o SESMT, mas infelizmente na prática isto não é tão frequente e olhe que foi só um exemplo, há diversas mudanças que podem ocorrer.

Ok, professor. Começo a achar que estou ganhando pouco.

Prof. Mário Sobral Júnior

Editor do Jornal Segurito

 

 

 

 

 

 

Os artigos reproduzidos neste blog refletem única e exclusivamente a opinião e análise de seus autores. Não se trata de conteúdo produzido pela RSData, não representando, desta forma, a opinião legal da empresa.


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