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A tecnologia e seu papel no combate dos acidentes de trânsito

Um dos pilares do trabalho de combate ao acidente de trânsito é manejar políticas públicas para conscientização das pessoas. É isso que o Maio Amarelo – campanha de prevenção de acidentes de trânsito – pretende fazer. Chamar a atenção da sociedade, de entidades, de empresas e do governo para o alto índice de feridos, mutilados e mortos depende de uma série de fatores que somente juntos fazem a diferença.

Porém, como fazer isso sem dados atualizados e sem estatísticas  que auxiliem de forma eficaz para que o mapa da violência no trânsito seja traçado de modo a reconhecer, identificar e tratar pontos frágeis para gerar com mais segurança? Por exemplo, é fundamental que se considere as diferentes categorias de veículos e a proporção de crescimento da frota ao longo do tempo. Os acidentes que envolvem motocicletas, em especial, provocam, comparativamente a outros veículos, um maior número de acidentes.

Mas quais são, além dos perigos inerentes ao ser humano, os fatores que contribuem diretamente para os acidentes com motocicletas? Se conseguimos identificar os causadores dessas tragédias, será possível focar nas ações mais inteligentes. É aí que entra a tecnologia e a importância de ferramentas que promovam segurança.

Os acidentes com motocicleta, por exemplo, tendem a envolver um número maior de vítimas por conta de fatores como a proteção inadequada do usuário, uma maior vulnerabilidade de seus ocupantes devido às características do veículo e o comportamento inadequado dos motoristas no perímetro urbano.

Quando temos motoristas monitorados, temos automaticamente mais garantia de que será possível prevenir, com a ajuda da tecnologia e às vezes até em tempo real, a ação que vai ocasionar um acidente. Seja a distração do motorista, a imprudência, o uso do celular na direção, a falta do cinto de segurança, ou seja, dados atualizados e monitoramento podem ajudar a mudar esta realidade desastrosa das tragédias no trânsito.  

Mudança necessária

A conscientização não existe! Ela é sanguínea, é visceral. O convencimento para a mudança comportamental do condutor deve brotar do âmago, nasce nas entranhas o sentimento de uma necessidade. A condução segura, defensivista é uma necessidade de preservação da integridade física, saúde e da vida de milhões de condutores que diariamente compartilham as pistas de rolamento.  

Diante disso, e da premissa de que acidentes não ocorrem por acaso, mas por conta de uma prevenção ineficaz rediscutir a leitura que fazemos sobre o acidente de trânsito e a normose com que tratamos esta tragédia social, econômica e humana é importante enquanto civilização. Se a tecnologia pode ajudar, por que não investir em mais esse braço forte para que a reconstrução do saber e das boas práticas de valorização da vida sejam inseridas na sociedade como um todo?

A ferramenta DataCrime, elaborada pela FGV DAPP, por exemplo, disponibiliza informações sobre mortes em acidentes de trânsito, considerando dados consolidados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e os dados gerados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS).

Esses dados técnicos e estatísticos são determinantes para as tomadas de decisões, pois possibilitam traçar a estratégia mais adequada para cada região. Por exemplo, se dados de um determinado estado apontam que mais de 90% dos acidentes de trânsito ocorrem por falha humana, certamente será mais eficaz trabalhar na conscientização desses motoristas antes de qualquer outra campanha.

Porém, nem mesmo o DataCrime pode ser utilizado da forma como deveria, visto que nem todos estados disponibilizam os dados de forma regular e que diversas informações não permitem identificar o cenário atual devido à defasagem dos números.

Com uma ferramenta inteligente é possível traçar os desafios de cada estado, integrando dados que vão desde os costumes culturais desses motoristas e pedestres, a situação das estradas e rodovias e de que forma elas contribuem para os acidentes até os fatores climáticos mais propensos às causas destas tragédias.

Monitoramento da frota

Inúmeros são os direcionamentos desse tema e todos eles são essenciais para que campanhas como o Maio Amarelo funcionem, especialmente no Brasil. Porém, muito se fala em “conscientização”, mas muito pouco em gestão. O que essas duas coisas têm em comum? Gerir uma frota de veículos nunca foi tarefa fácil, menos ainda quando ligamos isso aos índices de acidentes de trânsito, mesmo com os imensos prejuízos de ordem social, material e humana que a má gestão pode causar.

Quanto maior for o número de informações cruzadas, mais eficaz será o processo de contextualização desta problemática. Com isso, fica mais fácil a identificação do tipo de ação necessária em cada caso. Tecnicamente, podemos afirmar que as condições adversas que causam os acidentes de trânsito são: Luz, Tempo, Via, Trânsito, Veículo e Condutor. E que 95 % dos acidentes de trânsito ocorrem em virtude de falha humana. Grande parte das colisões que ocorrem em perímetro Urbano tem nome e sobrenome: negligência e imprudência.

A negligência no cumprimento das normas de trânsito aliada à imprudência resultante da cultura de segurança tratando apenas como “acidente” – e não como fato gerado pela irresponsabilidade do condutor (sistema viciado que deixa de punir com severidade as práticas infrativas) -, estimulam o feito e produzem prejuízos irreparáveis tanto para as empresas como para os motoristas que, muitas vezes, perdem a vida. Se o gestor acompanha o desempenho do condutor pode tomar atitudes preventivas. Além disso, com informações em tempo real, por exemplo, é absolutamente possível monitorar o perfil do motorista e determinar as ações necessárias para conscientizá-lo.

Quando o motorista causa um acidente, o mesmo será responsabilizado por uma ação ilegal (descumprimento da lei), mas o gestor (de frota e da empresa) pode ser responsabilizado por omissão, pelo simples fato de saber do risco que o motorista gerou e não ter prevenido esta ação.

Vale lembrar que o Brasil está em 5º lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito. E, quando uma empresa não investe no controle da ação do seu motorista, está assumido o risco de uma contingência que pode ser fatal. A prevenção sempre vai ser a melhor forma de reduzir riscos. Para isso, as ferramentas tecnológicas auxiliam as organizações a planejarem estrategicamente todos as áreas e segmentos possíveis, inclusive na prevenção dos acidentes de trânsito.

AUTOR:

Pedro V. Pereira

Consultor de Segurança e Saúde do Trabalho


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