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AVALIANDO A EFICÁCIA DOS TREINAMENTOS DE SST

Toda vez que eu realizo uma palestra ou ministro um treinamento em uma empresa ou mesmo quando contrato um terceirizado para aplicar algum treinamento específico, uma das minhas principais preocupações é a retenção da informação por parte do trabalhador. No entanto, tem muito profissional prevencionista que acredita que a sua obrigação se resume a conseguir a verba para pagar o instrutor, reservar o local, e correr atrás dos possíveis recursos complementares, como extintores em um treinamento de brigada e a partir dali tudo depende da boa vontade do trabalhador em aprender.

Mas o que precisamos fazer mais, professor? 

O problema, meu filho é que o treinamento pode ter sido excelente para um determinado profissional e regular ou até fraco para o trabalhador do lado, por diversos motivos, como maior ou menor conhecimento sobre o tema ou simplesmente por não ter havido uma boa aceitação da metodologia aplicada.

Entendo, até lembrei de quando eu ainda estava no curso de Segurança do Trabalho e apesar de eu achar determinado professor excelente, vários colegas não gostavam do mesmo professor. Como consequência, lembro que aprendi muito com este professor, mas provavelmente devo ter tido colegas que não aproveitaram tão bem a mesma disciplina. Mas fiquei na dúvida, como vamos avaliar se o trabalhador realmente aprendeu o que foi passado?

Na minha opinião, quando estivermos definindo o treinamento que iremos disponibilizar para os trabalhadores, devemos, em paralelo, escolher quais indicadores estamos pensando em melhorar, em função da sua realização, pois mesmo que seja a primeira vez que estejamos realizando, a orientação ter um objetivo é essencial para ter como avaliar o resultado.

Tem como ser mais prático? Não sei bem como iria fazer isto.

Por exemplo, para avaliar o treinamento de NR 35 podemos ter como referência a frequência e o tempo de afastamento dos acidentes relacionados a atividade em altura e se tivermos o levantamento dos incidentes, também seria um indicador interessante para acompanhar.

Além disso, para o melhor aproveitamento do conteúdo ministrado, devemos inserir no treinamento os acidentes e incidentes ocorridos, suas causas e os controles implantados. Mas cuidado com a pressa, podemos ter estabelecido nosso objetivo e definido os indicadores, mas as mudanças nos números podem demorar meses e nem sempre será tão fácil de conseguir relacionar a melhoria diretamente ao treinamento.

O que mais podemos fazer, professor?

Logo após a realização do treinamento devemos avaliar a reação dos trabalhadores. Esta avaliação é a mais fácil de se fazer, só precisamos ter um cuidado, pois ainda que tenhamos como resultado um treinamento bem avaliado, não significa necessariamente que os trabalhadores aprenderam o assunto. Por exemplo, um determinado instrutor pode passar o assunto de forma bem pobre, mas conseguir manter a atenção dos trabalhadores com histórias engraçadas, vídeos e brincadeiras, ou seja, eles não aprenderam quase nada, mas podem ter adorado o treinamento.

No entanto, uma reação negativa ao treinamento com certeza reduz a possibilidade de aprendizado.

Nesta avaliação de reação podemos fazer várias perguntas relacionadas ao instrutor, local da realização ou mesmo sobre o tema. Deve-se tomar cuidado para ter certeza que o trabalhador entendeu as perguntas. No entanto, duas perguntas são essenciais: “O que o trabalhador achou do treinamento?” e “Quais as sugestões para melhorar o treinamento?”.

Depois que avaliamos a reação ao treinamento precisamos fazer a avaliação da aprendizagem, para isto podemos usar diversas metodologias: a mais comum é uma prova escrita, mas além da prova, podemos avaliar por meio de uma entrevista, avaliação pelo superior direto do trabalhador, auto avaliação ou observação das ações após a realização.

Por fim, como já teremos o objetivo definido antes do treinamento e já sabemos o que é mais importante na nossa opinião, devemos ter em mente que qualquer que seja a avaliação deve ter o foco sobre estes pontos.

 

Autor:

Mário Sobral Júnior – Engenheiro de Segurança do Trabalho

www.jornalsegurito.com

 

 


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