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TAXA DE FREQUÊNCIA E GRAVIDADE, PRECISO PREENCHER?

Muitas vezes, no Brasil dos “programas” e da burocratização acostumamos preencher documentos, sem saber ao certo sua real importância ou relevância no campo prático da prevenção. A GRO e seus desdobramentos no gerenciamento de rotinas exigirá uma leitura diferente e acurada de cenários, planejamentos, metas e indicadores estratégicos de gestão. Diante de tal realidade e de nossas necessidades de evolução profissional na construção de padrões de qualidade e níveis de excelência, cada um de nós descobre e identifica parâmetros, padrões que permitem maior rigor e representatividade daquilo que desejamos mensurar.

Positivamente é preciso primeiro reconhecer um problema. Segundo, medir o tamanho, a dimensão deste problema. Pois aquele que não reconhece não mede. E quem não mede, não gerencia. A inquietude e a insatisfação com o já dado, nos remete ao imaginário da melhoria contínua. Neste contexto o nosso maior desafio não é ser melhor que o outro, mas sermos melhor que nós mesmos a cada novo dia.

Verifiquei durante anos a SST, sem critérios de julgamento para a tomada de decisão, calcular e medir a Taxa de Frequência e a Taxa de Gravidade, sem qualquer padrão de referência, o que naturalmente nada ou muito pouco traduzia pra gente sobre a situação, posição ou condição daquela realidade. Um número solto, um dado estatístico a mais, sem muito significado ou importância.

Você calcula a Taxa de frequência, taxa de gravidade na sua empresa segundo requisitos técnicos NBR 14.280 ABNT? Compara-os?

Estes resultados obtidos são bons? Ou são ruins???? Baseados em que critério?

Já parou para pensar “Será que as Taxas de Frequência e Gravidade da empresa estão dentro no normal?”

Já faz alguns anos a OIT oferece um padrão referencial para os resultados destes indicadores obtidos sejam comparados para orientação, posicionamento e tomada de decisão.

Neste trabalho, na sequência dos post publicados, reportaremos e ratificaremos os parâmetros segundo a OIT.

Falaremos agora sobre as Taxas de Frequência e Gravidade, incluindo a Taxa de Frequência Internacional. Informações complementares podem serem obtidas na NBR 14.280:2001 – Cadastro de Acidentes do Trabalho – Procedimento e Classificação e também exigidas pela NR 4 do Ministério do Trabalho registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho, doenças ocupacionais e agentes de insalubridade, preenchendo, no mínimo, os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III, IV, V e VI, devendo o empregador manter a documentação à disposição da inspeção do trabalho; (Alterado pela Portaria MTE n.º 2.018, de 23 de dezembro de 2014.)

AINDA É OBRIGATÓRIO PREENCHER TAXA DE FREQUÊNCIA E GRAVIDADE ?

Toda empresa que conforme a NR 4, estando obrigada a constituir SESMT precisa preencher as taxas e manter os dados arquivados a disposição da Autoridade Fiscal. Deixar de observar o exposto é cometer infração que pode resultar em multas / penalidades concomitantes. É importante ressaltar que não existe obrigatoriedade em enviar e/ou protocolar os dados dos acidentes, porém é OBRIGATÓRIO fazer o registro deles, mantendo atualizados e disponíveis a fiscalização.

Na próxima semana, veremos o que são, como calcular as Taxas, e a interpretação delas conforme os parâmetros da OIT. Até lá!

Pedro Valdir Pereira
Consultor de Saúde e Segurança do Trabalho
Instrutor de Treinamentos Credenciado pelo Corpo de Bombeiros/ RS Matrícula  000185/2011 e  00379/2013
Técnico Internacional em Emergências Químicas  – Especialista  pela NFPA 472 – HazMat Technician Standard  for Professional Competence of Responders to Hazardous Materials Incidents – Technician Level – transportation technology center, University of Texas – inc. USA
Safety Technician – Ergonomics, Occupational hygienist, Health and Safety
Delegado Eleito para representar o RS na Conferência Nacional de Defesa Civil – Brasília em NOV 2014


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