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Estivemos nos nossos últimos textos falando sobre a necessidade dos profissionais de Segurança e Saúde do Trabalho – SST estarem se preparando, capacitando, e desenvolvimento as novas habilidades necessárias para o atendimento a Indústria 4.0.

Hoje, gostaría de detalhar um pouco mais sobre uma dessas habilidades que diz respeito as relações interpessoais e a necessidade de aprendizado da Comunicação Não Violenta – CNV.

Mas, você sabe o que é a Comunicação Não Violenta – CNV?

O termo CNV é um processo conhecido por sua capacidade de inspirar ação compassiva e solidária, criado pelo Dr.  Marshall Rosenberg, doutor em psicologia clínica, mediador internacional e fundador do Centro internacional de Comunicação Não Violenta há aproximadamente 44 anos.

Se pensarmos no profissional de SST a comunicação não violenta deveria ser trabalha na escola, ainda no período de formação, haja visto o número de conflitos que precisamos trabalhar e resolver quase diariamente.

No mundo empresarial a CNV abre caminho para inovações em equipes, em relações públicas, atendimento a clientes, e programas de cultura.

Indivíduos e grupos usam a CNV na mediação de conflitos em algumas das áreas mais violentas do mundo, muitas vezes evitando a atenção da mídia.

Boa parte da prática da CNV está ligada a qualidade da escuta que praticamos. Dizer que para uma boa comunicação é necessário o trabalho da escuta seria quase redundante. Provavelmente todos já ouviram isso em algum momento. A pergunta é:

Qual é a qualidade da sua escuta?

Isso mesmo. Você sabia que existem níveis de escuta?

O Otto Scharmer, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e autor do best-seller Teoria U (2009), divide a escuta em quatro diferentes níveis.

  • Primeiro nível de escuta: downloading

O primeiro nível de escuta é chamado de downloading e se caracteriza por estarmos fingindo que estamos ouvindo. Preocupados de antes mesmo do fim da fala do nosso interlocutor já termos uma resposta para o que está sendo dito.

  • Segundo nível: escuta factível

O segundo nível de escuta é desenvolvido quando se escuta com a mente aberta. Neste tipo de escuta existe uma curiosidade em saber o motivo pelos quais o interlocutor tem esse pensamento / posicionamento que pode ou não ser igual ao seu. Isso acontece quando você vai desligando a voz interna de julgamento para começar a escutar os fatos.

  • Terceiro nível: escuta empática

Na escuta empática, você não se conecta apenas com sua mente, mas escuta também com o coração. Você além de entender o que o interlocutor fala você consegue se conectar com ele.  Consegue assumir o posicionamento do outro, ser capaz de se colocar no lugar dele. Altera completamente a comunicação, pois você consegue fazer uma leitura do mundo a partir das referências de outra pessoa e não somente das suas.

  • Quarto nível: escuta generativa

Este é o nível de escuta mais profundo, quando prestamos atenção em como a outra pessoa está criando pensamentos e entramos em uma conexão profunda com ela. Nesse momento, você abriu mente, coração e o principal: a vontade para o ouvinte e para todas as possibilidades que podem emergir dessa interação.

E é aí que encontramos a chave para resolução de problemas que em si tratando de seres humanos, não são complicados, mas sempre complexos.

A escuta é um ponto chave para empatia.

Uma das maiores habilidades e talvez uma das mais difíceis de ser trabalha é justamente a capacidade da comunicação não reativa, mas sim compassiva e solidária. Grande desafio em todas as relações.

Se trabalhada a habilidade de comunicação teremos profissionais muito mais preparados para desafios e com capacidade de mediação de conflitos, entendimento de necessidades e atendimento de demandas que o farão performar em suas profissões.

Imagine o emprego adequado da CNV em atividades da área de SST como por exemplo:

  • Reuniões da CIPA;
  • Investigações de acidentes;
  • Inspeções e auditorias;
  • Atendimento diligências periciais;
  • Fiscalizações de órgãos competentes;
  • Treinamentos;
  • Reuniões com líderes e superiores.

E em tantas outras atividades que poderão ser melhor desenvolvidas com o emprego das técnicas da CNV.

Para iniciarmos a ideia da CNV e não barramos criação da conexão com as pessoas durante os diálogos, precisamos praticar e não nos deixarmos levar por atitudes como aconselhar, interrogar, corrigir, competir, ter pena ou encerrar o assunto antes de dar a oportunidade do interlocutor expor suas necessidades.

Lembre-se que tudo o que você visualiza imediatamente interpreta, e por entender que a sua visão é a correta, age sem abrir espaço para o aprendizado.

De acordo com Dr.  Marshall Rosenberg:

“Por trás de todo comportamento há uma necessidade.”

“Toda agressão é uma expressão trágica de uma necessidade não atendida.”

Que tal desenvolvermos a habilidade de identificar as necessidades dos outros e nos portarmos de maneira mais compassiva a todas elas?

A CNV pode ser a chave para liderança e a inovação disrupitiva.

 

Rubia Mara Pereira


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