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Aqui, na RSData, costumamos enfatizar a máxima de Segurança e Saúde do Trabalho, ao invés de Saúde e Segurança. Por quê? Porque se a segurança for pensada de forma preventiva no ambiente de trabalho, muito mais difícil será evoluir para casos que gerem riscos ou prejuízos à saúde dos empregados.

Já falamos, em artigo anterior aqui no blog, sobre a tendência de resolver problemas de segurança e acidentes no trabalho buscando um responsável, e sobre as implicações que isto pode ter: na verdade, se esta for sempre a atitude tomada, o risco voltará a ocorrer.

A necessidade real mora na mudança de cultura. Buscar culpados e gerar punições pode até corrigir (ou tentar) um fato já ocorrido, mas não necessariamente evita que outros venham a ocorrer. É mais prudente e eficaz criar uma cultura que gere em todos os envolvidos atenção às regras de SST, gerando uma noção verdadeira do que pode ser risco à segurança e à saúde no ambiente laboral, do que simplesmente punir cada responsável quando algo indesejado acontecer.

É uma mudança importante e difícil. A sociedade, em geral, não está habituada à cultura pró-segurança, pró-prevenção. Veja-se o exemplo do trânsito: quantas leis há para pedir comedimento na velocidade, em manobras arriscadas, proibições, punições, multas… E, mesmo assim, todos os anos o Brasil perde em torno de 40 mil vidas em acidentes de trânsito, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. De fato, a entidade mostra que, para efeito comparativo, a cada dia morrem, no Brasil, vítimas do trânsito suficientes para lotarem um Boeing 737.

Ou seja: as regras existem, as leis existem, mas também existe o descumprimento, a imprudência. E, se nas ruas e estradas ser imprudente pode causar graves danos, no ambiente de trabalho não é diferente. Por isso, se preocupar com a segurança do trabalho é, antes de tudo, o passo principal para evitar preocupações com a saúde dos funcionários no curto, médio e longo prazo.

Tenhamos em mente que, quando uma norma de segurança é criada, geralmente vem para evitar que novos acidentes daquela mesma natureza ocorram. Ou seja: um acidente já ocorreu, e a regra é criada para tentar impedir que volte a acontecer.

Em uma visão preventiva, isto muda. Olhar para as normas de segurança, para o que prevê a legislação trabalhista em termos de SST, como um recurso para proteger a integridade física, a saúde dos trabalhadores, e não como um custo ou um ônus de qualquer natureza, é melhorar a cultura empresarial no sentido de garantir produtividade, eficiência e, o mais importante de tudo, proteção à vida humana.

Não à toa, as empresas mais lucrativas do mundo também são as mais seguras. Isto porque, entre outros quesitos, podemos avaliar a taxa de custo atribuída à previdência social chamada Fator Acidentário de Prevenção, ou FAP, na qual o valor é menor para as companhias que investem em programas, medidas de segurança e prevenção de acidentes.

No âmbito do FAP, quem oferece condições seguras de trabalho aos colaboradores pode conseguir desconto da taxa à metade. O contrário também ocorre: organizações que não deem atenção à SST podem acabar pagando o dobro. Sem falar, é claro, na ocorrência de acidentes, que podem ser muito, muito mais caros aos cofres da empresa.

Punição não é a solução: prevenção é.

Enquanto a punição “maquia” o problema, vindo quando o problema já ocorreu, uma cultura preventiva ajuda a fazer com que o incidente não ocorra. E há, à disposição dos empregadores, programas voltados a melhorar a cultura de prevenção de acidentes, principalmente se aplicados em âmbito maior – nacional, por exemplo.

Valorizar a vida, criar mecanismos que pensem o trabalho de forma a protege-la, é o melhor caminho.


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